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Procedimentos de Virginia Fonseca acendem alerta: 'Pode trazer mais problemas'

Intervenções estéticas realizadas pela influenciadora chamam atenção, e especialistas alertam para os riscos de não respeitar o tempo de recuperação do corpo

14 ago 2026 - 11h55
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Os procedimentos estéticos realizados por Virginia Fonseca voltaram a repercutir e levantaram um alerta sobre os riscos de intervenções repetidas na região dos glúteos. Segundo informações da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, especialistas explicaram por que a realização de novos procedimentos antes da recuperação completa pode aumentar as chances de complicações.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Foto: Mais Novela

Recentemente, Virginia chegou a brincar sobre a intensidade do resultado após realizar uma harmonização glútea. Em outro momento, uma amiga da influenciadora também comentou, em tom bem-humorado, que o bumbum da empresária iria "explodir".

Apesar das brincadeiras nas redes sociais, profissionais destacam que não é apenas o resultado visual que deve ser considerado antes de uma nova intervenção. O tipo de procedimento, a resposta do organismo e, principalmente, o estágio de recuperação dos tecidos são fatores fundamentais.

Existe um limite de procedimentos?

Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, o cirurgião plástico Luis Fernando de Mattos explicou que não existe uma quantidade universal de intervenções considerada segura.

"O limite é individual e depende da anatomia, da qualidade da pele e dos tecidos, do histórico de cirurgias, da presença de cicatrizes, da vascularização da região e, principalmente, da capacidade de recuperação do organismo", afirmou.

A cirurgiã plástica Alessandra Martinelli, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), também destacou que cada nova intervenção provoca alterações no organismo.

"O que existe é um limite biológico e anatômico para cada paciente. A cada cirurgia, há alterações na pele, na gordura, nos músculos e nos tecidos profundos, além da formação de cicatrizes internas", explicou.

Bárbara Peres, enfermeira pós-graduada em estética avançada, chamou atenção para os possíveis efeitos da repetição de procedimentos sem o intervalo adequado.

"Cada procedimento provoca uma resposta no organismo e, quando são feitos de forma repetida ou sem respeitar os intervalos necessários, podemos ter alterações na qualidade da pele, fibroses, edema persistente e irregularidades", declarou.

Quais são os riscos?

De acordo com Luis Fernando de Mattos, realizar uma nova intervenção enquanto a região ainda está se recuperando pode aumentar o risco de infecção, sangramento, hematomas, seromas, alterações na cicatrização, fibrose e irregularidades no contorno.

"A cicatrização não acontece apenas na superfície: existe uma recuperação interna dos tecidos que precisa ser respeitada. Por isso, o desejo de acelerar o resultado estético nunca deve se sobrepor ao tempo biológico necessário para o organismo se recuperar", alertou.

Alessandra Martinelli reforçou que a presença de inchaço e inflamação pode indicar que o corpo ainda não está preparado para outra intervenção.

"Uma região que ainda apresenta edema, inflamação ou cicatrização interna não está pronta para receber necessariamente uma nova agressão cirúrgica", pontuou.

Pressa pode prejudicar resultado

Outro risco apontado pelos especialistas ouvidos pela coluna Fábia Oliveira é tentar corrigir rapidamente algo que ainda pode ser consequência natural do processo de recuperação.

"Um erro comum é interpretar uma região ainda inchada ou endurecida como um resultado definitivo e tentar corrigi-la imediatamente. O organismo precisa de tempo para responder ao procedimento, e antecipar etapas pode trazer mais problemas do que benefícios", explicou Bárbara Peres.

Além disso, a ausência de dor ou uma melhora na aparência não significam necessariamente que os tecidos já estejam completamente recuperados.

Segundo Luis Fernando de Mattos, a decisão de realizar um novo procedimento "não deve ser tomada apenas pela aparência externa da região ou pela ausência de dor". O especialista reforçou a importância de uma avaliação presencial individualizada.

O alerta também não se restringe às cirurgias. Procedimentos estéticos não cirúrgicos podem exigir intervalos específicos, dependendo da técnica utilizada e da resposta do organismo.

Diante da repercussão dos procedimentos de Virginia Fonseca, os especialistas reforçam que não existe um prazo ou uma quantidade de intervenções que sirva para todas as pessoas. Antes de repetir qualquer técnica, é necessário avaliar o processo de recuperação e respeitar o tempo do próprio corpo.

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