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CARTAS

Envelhecimento

Parabenizo a revista pela reportagem “Em busca do tempo perdido” (ISTOÉ 1625). As pessoas desconhecem o valor nutricional dos alimentos, o que dificulta colocar em prática o que é sugerido. Além de que procurar saber o teor calórico de cada alimento a ser consumido não se encaixa nas atividades diárias normais das pessoas. A função da orientação nutricional é ensinar as pessoas a comer corretamente, mas sempre de acordo com sua origem, cultura, estilo de vida, preferências alimentares, etc. Somente através desse método, adaptado a cada pessoa, se consegue uma dieta saudável para um envelhecimento bem-sucedido. Dicas gerais e recomendações diárias de alguns alimentos seriam mais interessantes do que um cardápio pronto, que o leigo não consegue extrapolar para sua prática diária.
Evie Mandelbaum Garcia
Nutricionista, gerontóloga pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e com especialização em Nutrição em Cardiologia (InCor-HC). São Paulo – SP

Parabéns a ISTOÉ. A capa com a Mona Lisa de Leonardo da Vinci é uma verdadeira obra de arte. Não hesitaria, do alto de meus anos e anos como leitor desta revista, em apontá-la como a capa mais bonita que ISTOÉ produziu. Só a capa já vale a edição.
Mário Annuza
Rio de Janeiro – RJ

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Banespa
O leilão do Banespa é mais um ato inconsequente, resultado de uma política de privatizações irresponsável e entreguista, adotada pelo atual governo. Depois de doar empresas de valor estratégico para a segurança nacional, como as do setor de telecomunicação que foram privatizadas, e de transferir nossas riquezas minerais, vendendo a Vale do Rio Doce por uma quantia irrisória, o governo continua com essa política prejudicial ao patrimônio do País. Privatizar estatais falidas e que só oneram os cofres públicos sem expectativa de lucro é justo e racional. Mas privatizar empresas importantes ou lucrativas, ou que possuam perspectivas de lucro a longo prazo, é estupidez. Onde vamos parar? “Proposta indecente” (ISTOÉ 1625).
Marcelo C. Guirau
Osasco – SP

Corretíssima a privatização do Banespa. Aliás, não só o Banespa mas todos os bancos estaduais ainda existentes devem seguir o mesmo caminho da privatização. São locais de onde políticos roubam à vontade e só com a privatização, tendo um proprietário, acaba a mamata. Essa operação seria ainda melhor se estendida à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil.
Fernando Al-Egypto
Petrópolis – RJ

Poucos indivíduos não podem questionar a privatização do Banespa e o sr. Orestes Quércia é o principal deles. A indignidade humana tem sido suplantada de maneiras indescritíveis, mas algumas celebridades e ex-celebridades brasileiras conseguem surpreender.
Luiz Paulo Mendez
Campinas – SP

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STF
ISTOÉ publicou reportagem sobre a nomeação pelo sr. Fernando Henrique para o STF de uma ministra, amiga do ministro Jobim, para que tenha julgamentos no STF favoráveis a ele. Quousque tandem?, diria Cícero. Afinal o STF deve existir para apoiar atos do presidente ou para julgá-los sob a luz da lei? Enquanto os tribunais superiores tiverem seus membros nomeados pelos presidentes ad referendum do Senado, não teremos Justiça, mas um arremedo dela. É, infelizmente, o que se vê. Devem ser independentes, conforme preconizava Montesquieu, cargos de carreira ou através de concursos públicos, ou mesmo eleitos como é nos EUA. Para terminar: achei cômico o sr. Quércia, que não é ingênuo, dizer que espera o resultado da ação popular movida por ele em 1997.
Olavo Príncipe Credidio
Advogado OAB
São Paulo – SP

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Mendonça de Barros
Discordo frontalmente do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros quando ele, de maneira tão desairosa quanto deselegante, se refere ao ministro Pedro Malan, a quem considero o melhor e mais preparado técnico do governo federal. Quanto ao ex-ministro Ciro Gomes, em quem ele também não reconhece méritos, julgo ser, hoje, o homem que reúne plenas condições para assumir a chefia da Nação. Como diretor da extinta Sunab, tive o privilégio de ser subordinado de ambos, no início do governo Fernando Henrique Cardoso e no final do governo Itamar Franco, respectivamente. “FHC se acomodou” (ISTOÉ 1625).
Eduardo Lago
Brasília – DF

 

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