"Toda mulher é meio Leila Diniz", cantou Rita Lee na canção Todas as Mulheres do Mundo. Símbolo da liberação sexual no Brasil, Leila se formou professora, mas fez sucesso mesmo como atriz e modelo, em uma curta carreira, que durou entre a metade dos anos 1960 até 1972, quando morreu em um acidente de avião perto de Nova Délhi, na Índia, aos 27 anos.
Ficou famosa a entrevista que Leila concedeu em 1969 ao jornal O Pasquim. Leila, em bate-papo bastante informal, entremeou suas opiniões com muitos palavrões, o que forçou o jornal a colocar inúmeros asteriscos para substitui-los. Nela, Leila falou sobre seus desejos e relacionamentos.
Leila também causou polêmica ao posar de grávida, de biquini, na revista Cláudia.
Abaixo, reproduzimos algumas das opiniões de Leila.
- 1 - "Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo", em entrevista ao O Pasquim, em 1969
- 2- "Já amei gente, já corneei essa gente, e elas já entenderam e não teve problema nenhum. Somos todos uma grande família", idem
- 3- "No fundo, sou uma mulher meiga, adoro amar, não quero brigar nunca, e queria mesmo é fazer amor sem parar", idem
- 4- "Esse negócio de lesbianismo é uma coisa de carência afetiva", idem
- 5- "Não esperava que os europeus compreendessem tão bem a temática latino-americana", ao Estadão, na volta do Festival de Berlim, em 1968, quando lançou Todas as Mulheres do Mundo
- 6- "Tem ainda uns caras que estão naquela de mexer com a mulher na rua. Essa paquera carioca é engraçada, mas muito bolha", à revista Fatos&Fotos, em 1969
- 7- "Toda mulher quer ser amada, quer que o cara fique apaixonado por ela", idem
- 8 - "Que cama, cara, que cama? Se tem carinho e tesão, qualquer esteira no chão serve", idem
