Edi Botelho, viúvo de Ney Latorraca, entrou na Justiça no Rio de Janeiro para validar o testamento do ator, cuja herança foi majoritariamente destinada a instituições de caridade.
O viúvo do ator Ney Latorraca, Edi Botelho, entrou na Justiça, por meio da na 5ª Vara de Órfãos e Sucessões da Comarca da Capital, para pedir a abertura, o registro e o cumprimento do testamento feito por Latorraca, que morreu em 26 de dezembro de 2024. A informação é do portal Notícias da TV, que entrou em contato com teve acesso aos documentos apresentados por Botelho e seus advogados à Justiça do Rio de Janeiro.
De todos os bens e dinheiro que Latorraca deixou, Botelho ficou apenas com automóvel, móveis, utensílios, joias e objetos pessoais do ator, além de linhas telefônicas. A maior parte da herança do artista foi doada a quatro instituições de caridade: Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS, O Leprosário Campo Grande, Retiro dos Artistas e Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).
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O Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS, na Baixada Santista, herdou três apartamentos em São Paulo, enquanto o Leprosário Campo Grande ficou com um apartamento no Rio de Janeiro e cotas na empresa Latorraca Produções Artísticas Ltda. A ABBR, por sua vez, ganhou uma casa em Miguel Pereira (RJ) e um apartamento em Copacabana, e o Retiro dos Artistas recebeu a conta poupança e os fundos de investimentos do ator.
Latorraca e Botelho foram casados por 29 anos e ambos viviam uma vida longe dos holofotes. O ator não fazia questão de compartilhar intimidades nem usava suas redes sociais, paradas desde 2017.
O artista assinou contrato vitalício com a TV Globo e construiu uma carreira de sucesso na TV. Ele estreou na Globo em 1975, na novela Escalada, a primeira escrita por Lauro Cezar Muniz para o horário nobre da emissora. Ao longo de sua trajetória, participou de grandes sucessos, como a novela Da cor do pecado. Ele morreu após desenvolver uma sepse pulmonar em meio ao tratamento de câncer de próstata.
A reportagem busca contato com algum representante de Ney Latorraca e de Edi Botelho.