O jogo virou. Alvo de críticas antecipadas (“não tem a beleza de uma princesa”) e preconceitos velados (contra sua ascendência colombiana e o apoio declarado aos palestinos), Rachel Zegler passa quase ilesa pelas críticas de quem assistiu à ‘Branca de Neve’.
A voz bonita e afinada é o principal elogio. Fala-se também do desempenho convincente ao contracenar com os anões em CGI e da modernização que inseriu à personagem. Agora, quase uma ativista feminista, espelhando sua própria personalidade.
Já Gal Gadot gerou amplo descontentamento. Dos jornalistas profissionais aos tiktokers cinéfilos, quase todos reclamaram da atuação dela como Rainha Má. Os piores pontos são a falta de densidade nos momentos em que deveria transmitir ódio e suscitar medo, e na hora em que canta. Alguns comentaristas brincaram que ela merecia comer a maçã envenenada.
Ironicamente, antes da estreia do filme, ela estava em alta, especialmente nas redes sociais, sendo eleita mais bonita do que Zegler. Diziam que o espelho mentia ao indicar Branca de Neve como a mais bela.
Na cerimônia do Oscar, a entrada triunfal da atriz israelense, de 1,78m de altura, num escultural longo vermelho, ofuscou o jeito desengonçado e o vestido mal-ajambrado da colega de longa, 23 cm mais baixa.
Tão em baixa quanto as avaliações de Gal Gadot em ‘Branca de Neve’ está a bilheteria da superprodução da Disney. Segundo a revista ‘Forbes’, a queda de arrecadação deve ser de 68% da 1ª para a 2ª semana nos cinemas.
O monitoramento do Box Office Mojo indica que a live-action atingiu 100 milhões de dólares de faturamento global com venda de ingressos. Distante do custo de 270 milhões, entre a produção e o marketing de lançamento.
Para o site Collider, ‘Branca de Neve’ tem de render 600 milhões de dólares para “para atingir o ponto de equilíbrio”, ou seja, dar o lucro esperado pelo estúdio. Uma meta não impossível, porém, improvável de ser cumprida considerando o desinteresse de público constatado logo após a estreia.