Trump reafirma que quer chegar a acordo com a China e 'restabelecer' condições comerciais

'Haverá custos e problemas de transição (da economia), mas será uma coisa linda', destacou o presidente americano, ao defender que a política tarifária deveria ter sido feita há anos

10 abr 2025 - 15h58
(atualizado às 16h08)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que quer alcançar um acordo com a China e "restabelecer" as condições de relação comercial bilateral. "Vamos ver o que acontece com a China", afirmou a repórteres, após reunião de gabinete do governo. "Em alguns sentidos, Xi Jinping (presidente da China) tem sido meu amigo por muitos anos, e espero conversar com ele."

O presidente sinalizou que autoridades chinesas já teriam entrado em contato para negociar um acordo, mas afirmou que não poderia revelar quem. "Só posso dizer que estou esperançoso", comentou. Contudo, ele também reiterou críticas a potência asiática, alegando que o tratamento injusto com os EUA "destruiu o país", que só agora "está voltando a ficar de pé".

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Trump também disse que está "feliz como o país — segundo ele, "forte" — está caminhando, em reunião de gabinete, nesta quinta-feira, 10. Em relação às tarifas, o republicano afirmou que todas as nações querem negociações.

"Haverá custos e problemas de transição (da economia), mas será uma coisa linda", destacou, ao defender que a política tarifária deveria ter sido feita há anos. "Nosso país será muito grande e muito rico", acrescentou.

O presidente americano disse que o país pode comprar chips de outros países, em alternativa à China, e que sua administração irá construir fábricas de eletrônicos, inteligência artificial e data centers, em ritmo rápido.

Trump reafirmou que os EUA terão cortes de impostos, regulações e "muitos mais (cortes)" com o novo projeto orçamentário, que classificou como "bonito".

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O republicano afirmou ainda que as novas tarifas serão úteis "para muitas coisas" no governo, como pagar o déficit fiscal, cortar impostos e fortalecer as defesas nas fronteiras. Sobre a pausa de 90 dias nas tarifas recíprocas, o presidente disse que reserva direito a flexibilidade para imposição das medidas e que pode retomar as alíquotas "como estavam antes da pausa", caso não consiga bons acordos com os países envolvidos que beneficiem "ambos os lados".

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que será possível ter mais certeza sobre as tarifas recíprocas depois dos 90 dias determinados para negociações.

Questionados sobre a piora nos mercados nesta tarde, Trump evitou comentar e Bessent disse que "não houve nada incomum" que justificasse a deterioração dos ativos, observando novamente que a leitura da inflação ao consumidor (CPI) foi benigna.

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