Diretoria do Atlético repete erros do passado enquanto Cuca pede reforços

Cuca voltou a comentar sobre a necessidade de receber mais contratações no Atlético.

6 abr 2025 - 22h01
(atualizado às 22h01)
Cuca comanda o Atlético-MG.
Cuca comanda o Atlético-MG.
Foto: Pedro Souza / Atlético / Esporte News Mundo

A reta final da temporada 2024 do Atlético-MG parece não ter causado preocupações na diretoria e SAF do clube mineiro. Depois do empate com o sem gols com o São Paulo neste domingo (6), Cuca voltou a comentar sobre a necessidade de reforçar o elenco do Galo para a sequência dos compromissos em 2025.

No ano passado, equipe mineira escapou do rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro. A dificuldade em somar pontos se deu muito pela falta de opções que o então treinador, Gabriel Milito tinha no elenco. Com um número reduzido de atletas e foco nas competições mata-mata, o Atlético sofreu para se segurar na primeira divisão do Brasileirão.

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A diretoria e a SAF, comandada por Rubens Menin, se tornaram uma máquina de moer treinadores, desde que Cuca anunciou a saída do comando em 2021. Naquela época, o Atlético-MG ainda não era um clube-empresa, mas já era administrado extra-oficialmente pelos mesmos nomes que estão à frente do clube em 2025.

Fato é que o elenco da atual temporada já apresentou falhas e mostrou que precisa de ajuda. O início pífio no Campeonato Brasileiro, com apenas um ponto conquistado em dois jogos, já se mostrou problemático o suficiente para os administradores do Atlético se movimentarem no mercado. No entanto, o Galo só deve contratar jogadores na janela do meio do ano.

Até lá, Cuca terá que coçar a cabeça para que o time fique longe da zona de rebaixamento. Ignorando os pedidos do técnico, a diretoria dificulta o trabalho de quem convive diariamente com os atletas e entende as necessidades do elenco. Lesões, suspensões e convocações tendem a encurtar ainda mais o plantel atleticano ao longo do ano. Lyanco foi expulso contra o São Paulo e está suspenso no Brasileirão. Com isso, não enfrenta o Vitória na próxima rodada e deve abrir espaço para Vitor Hugo, emprestado pelo Bahia, fazer sua estreia pelo Galo.

O drama de 2024 começa a ser reescrito em 2025. Neste intervalo de tempo, o Atlético perdeu 11 peças entre vendas, empréstimos e contratos finalizados. Contando com três nomes que ainda não fizeram suas estreias pelo Galo e com Patrick e Gabriel Menino, que chegaram via troca por Paulinho, o Galo também trouxe 11 novos jogadores para a temporada.

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As saídas renderam cerca de 37 milhões de euros ao Galo. As contratações, ao todo, custaram cerca de 26 milhões de euros aos cofres do Atlético. Segundo aspa de Rubens Menin, o dinheiro recebido em contratações seria inteiramente reinvestido no elenco para 2025. Para ajudar Cuca e ter chances de brigar por taças, a SAF precisa contratar mais nomes e deixar o plantel mais vasto.

O treinador do Galo não pode fazer milagres para salvar o clube do rebaixamento. Na 18ª colocação do Brasileirão, o Atlético de Cuca está em apuros. Pela Copa Sul-Americana, tem compromisso na quinta-feira (10) contra o Deportes Iquique. Na estreia, empatou sem gols com o Cienciano, na altitude peruana, em partida que também deixou clara a necessidade de peças no banco. Além dos dois torneios em questão, o Galo também segue vivo na Copa do Brasil. Ou seja, serão muitas partidas até dezembro e o preço pode ser caro.

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