O atacante Rafael Moura completa 29 anos nesta quarta-feira e como presente ganhou o direito de mostrar o seu faro de gol, às 19h30 (de Brasília), contra o Boca Juniors, no Engenhão, em duelo que pode classificar o Fluminense à semifinal da Copa Libertadores. O jogador tem bom retrospecto em competições sul-americanas e desde que se profissionalizou, já marcou 16 vezes em torneios internacionais.
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A marca lhe dá o posto de maior artilheiro em torneios continentais do atual elenco do Flu. Destes, seis gols foram marcados diante de adversários argentinos. O último a sofrer nos pés ou na cabeça de Rafael Moura foi o Arsenal, na fase de grupos desta temporada da Copa Libertadores. Ele marcou o tento que deu a primeira colocação geral para o time tricolor. Caso não tivesse marcado em Sarandí, o Fluminense teria ficado em segundo lugar na chave, justamente atrás do rival desta quarta.
Rafael Moura ganhou a vaga de titular após Fred sofrer um estiramento no músculo posterior da coxa direita, no segundo jogo das oitavas de final, contra o Internacional. "Nunca escondi de ninguém que gosto muito desse tipo de partida. Tanto a Libertadores quanto a Copa Sul-Americana são competições diferentes e que favorecem meu estilo de jogo. Seria muito bacana aumentar essa marca pessoal", afirmou o centroavante.
Por conta do problema físico de Fred, Rafael Moura disputou o segundo jogo da final do Campeonato Carioca e fez o gol que confirmou o título estadual. Mas se daquela vez o Flu tinha uma vantagem de três gols, agora tem que, no mínimo, descontar o revés sofrido em La Bombonera por 1 a 0. "É o jogo mais importante do ano até agora. Estamos concentrados na vitória. Ela vale a nossa vida na Libertadores, que é a meta de todos no Fluminense", disse.
Dentro de campo, quando o Fluminense perde a bola o time recua e marca o adversário no seu campo. Neste esquema, o único jogador que fica à frente da linha de meio-campo é o centroavante. Rafael Moura, que pressiona a saída de bola dos zagueiros.
Em caso de contra-ataque, a função do atleta é se posicionar para receber o passe em condições. O técnico Abel Braga afirmou que os atletas devem manter o estilo durante o jogo. "Temos de estar organizados e cientes de que as coisas não se resolverão de qualquer maneira. Temos de ter organização tática, união e sofrimento sem a bola", completou.