Wada aponta inconformidades no controle antidoping feito no Brasil

País volta à mira do órgão, ao lado de Azerbaijão, Grécia, Guatemala e Indonésia

19 out 2016 - 18h56

A Agência Mundial Antidoping (Wada) anunciou nesta quarta-feira que cinco países, entre eles o Brasil, podem ser declarados fora dos padrões de conformidade com a atual versão do código mundial antidoping em uma reunião do órgão que acontecerá em novembro, em Glasgow, na Escócia.

Na última segunda-feira, um Comitê independente de controle da Wada reprovou a situação das agências nacionais antidopagem de Brasil, Azerbaijão, Grécia, Guatemala e Indonésia. Os países tem até 10 de novembro para apresentar soluções sobre os problemas identificados.

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"Essas Agências Nacionais Antidoping atualmente não estão em conformidade com o código de 2015. A menos que seus assuntos pendentes sejam resolvidos antes de 10 de novembro, o Comitê irá apresentar recomendações de não-conformidade ao Conselho de Fundadores da Wada, que se reunirá em 19 de novembro de 2016 em Glasgow, na Escócia", explicou a agência em nota.

O órgão aponta como pendências qualquer tipo de não conformidade com as leis ou regras, uso de laboratórios não credenciados pela Wada e problemas em relação ao programa antidoping, entre outros.

Em novembro do ano passado, o Brasil já havia entrado em uma lista de atenção, ao lado de Bélgica, França, Grécia, México e Espanha, durante a reunião do Conselho de Fundadores em Colorado Springs, nos Estados Unidos.

O laboratório antidoping do Rio de Janeiro (LBCD), o único do Brasil para esta função, chegou a perder seu credenciamento no dia 24 de junho, a menos de dois meses dos Jogos Olímpicos, após a Wada constatar um erro em um dos exames feitos no local. O governo federal conseguiu recuperá-lo a tempo do megaevento.

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Em 2013, o Ladetec, que funcionava no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também havia sido descredenciado por falhas na operação. A autorização só foi recuperada após a estrutura ser totalmente reformulada, no mesmo local, ao custo de R$ 134 milhões.

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