Advogado de ex-assistente do 'The Noite' conta detalhes sobre processo de estupro contra Otávio Mesquita

Representação afirmou ao Terra que houve outros casos de agressões, que serão expostos caso o MP acate a investigação

28 mar 2025 - 07h44
(atualizado às 07h59)
Resumo
Juliana Oliveira, ex-assistente de palco do SBT, denunciou ao MP-SP o apresentador Otávio Mesquita por estupro ocorrido em 2016, com registro em vídeo divulgado na internet.

A ex-assistente de palco do programa The Noite, no SBT, Juliana Oliveira, apresentou uma representação criminal ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acusando o apresentador Otávio Mesquita de estupro. O caso teria ocorrido durante uma gravação do programa em 2016 e foi registrado em vídeo, que está disponível nas redes sociais.

Nas imagens, Mesquita aparece vestido de Batman e desce ao palco segurando uma corda. Ele abraça Juliana, que tenta se desvencilhar, e os dois caem sentados em um sofá. Em seguida, o apresentador continua a agarrá-la, enquanto a assistente demonstra incômodo e chega a dizer: “Ele não para.”

Publicidade
Juliana fará um pronunciamento em breve, conforme representação jurídica
Juliana fará um pronunciamento em breve, conforme representação jurídica
Foto: Em Off

O advogado da vítima, Hédio Silva Jr.: “O fato do agressor se aproveitar de uma situação qualquer, e ele contemplar uma parte do corpo feminino, a chamada contemplação lasciva, é o suficiente para caracterizar estupro, quanto mais o nível de agressão a que ela foi submetida”, declarou ao Terra.

Segundo a defesa, Juliana inicialmente acreditava ter sido vítima de assédio e só depois compreendeu a gravidade do ocorrido. “Se ela não se deu conta, quantas mulheres podem ter passado por uma situação semelhante e não se deram conta da gravidade, da violência que ela foi submetida?”, questionou Silva Jr. O advogado informou que a vítima está afastada de São Paulo por orientação jurídica, devido ao impacto emocional do caso.

O advogado também destacou que a representação criminal solicita que o MP ingresse com uma ação penal, pois, segundo ele, “a prova ali é muito robusta, são imagens de um programa, e que, portanto, dispensa qualquer investigação.”

No vídeo, Mesquita ainda comenta que tocou no corpo da Juliana. "Ele é agressor, confesso", destacou a representação. 

Publicidade

Silva ainda aponta que o fato do programa ter ido ao ar e não ter sido tomada nenhuma providência se dá por racismo. "Não é razoável que uma mulher pelo que ela passou ali. Aquilo está circulando na internet há anos". Porém, não seria a única vez que uma agressão foi cometida. 

"Estamos procurando elementos de prova para comprovar, mas houve, sim. Houve evento que resultaram dessa postura dele com relação a ela", disse. 

Para se proteger da repercussão e processar o ocorrido, Juliana está afastada das redes sociais. Porém, em breve, fará um pronunciamento.

Fonte: Redação Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se