Chinaglia classifica de 'absurda' decisão de trazer senador boliviano

27 ago 2013 - 14h05
(atualizado às 14h07)
<p>O senador boliviano Roger Pinto foi pivô de crise diplomática</p>
O senador boliviano Roger Pinto foi pivô de crise diplomática
Foto: EFE

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), classificou nesta terça-feira de "absurda" a decisão do diplomata Eduardo Paes Saboia, encarregado de negócios do Brasil na Bolívia (o equivalente a embaixador interino), de retirar o senador boliviano Roger Pinto Molina da representação brasileira, onde estava asilado há mais de um ano, e trazê-lo ao Brasil sem o salvo-conduto do governo boliviano.

Para Chinaglia, depois do episódio, a situação do então ministro de Relações Exteriores Antonio Patriota, exonerado na segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff, ficou insustentável. "Não podemos conviver com uma situação dessas, em que o encarregado de negócios toma uma decisão sem ter nenhum tipo de respaldo", frisou Chinaglia.

Publicidade

Ele acrescentou que a saída do paramentar boliviano sem um acordo diplomático entre dois países é "inexplicável". "Houve quebra de hierarquia. Imagine se nas relações internacionais cada, nem digo o encarregado de negócios, mas se cada embaixador começar a tomar decisões de acordo com seu critério, e não segundo a política de Estado. É absolutamente absurda uma situação dessas."

Na última sexta-feira, o parlamentar boliviano, que ficou abrigado na embaixada brasileira em La Paz por 15 meses, deixou o local com a ajuda do diplomara Eduardo Saboia sem o salvo-conduto do governo de Evo Morales. O boliviano chegou no sábado ao Brasil por Corumbá (MS), depois de uma viagem de carro de mais de 20 horas, onde se encontrou com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Na segunda-feira, o Itamaraty instaurou uma comissão de sindicância para apurar responsabilidades sobre a retirada do senador Roger Pinto Molina da Embaixada do Brasil. O embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano Talavera, pediu explicações ao Ministério das Relações Exteriores sobre o episódio.

Publicidade
Agência Brasil
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se