Suspeita de colocar arsênio em bolo no RS teria tentado envenenar o marido com suco de manga

Deise segue sob custódia e responderá por homicídio qualificado e tentativa de homicídio

14 jan 2025 - 17h25

Novos desdobramentos sobre o caso do bolo natalino envenenado vieram à tona nesta terça-feira (14). Fontes próximas à família relataram que, antes do caso do bolo, Deise Moura dos Anjos teria tentado envenenar o marido, Diego dos Anjos, no início de dezembro. Na ocasião, ela teria oferecido a ele um suco de manga. Quando percebeu que o filho do casal, de apenas 10 anos, também havia consumido a bebida, forçou a criança a vomitar. Diego apresentou sintomas de mal-estar após ingerir o líquido.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Deise é a principal suspeita de envenenar um bolo que causou a morte de três pessoas e deixou outras hospitalizadas. O crime teria ocorrido no dia 23 de dezembro, durante uma confraternização familiar em Torres. De acordo com as autoridades, o crime foi motivado por uma desavença entre Deise e sua sogra, Zeli. A suspeita teria adicionado arsênio à farinha utilizada no preparo do bolo de Natal servido à família. Amostras do doce e exames realizados no sangue das vítimas confirmaram altas concentrações do veneno.

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Polícia encontra nota fiscal de compra de arsênio em celular

Em um desdobramento das investigações, foi encontrada no celular de Deise uma nota fiscal comprovando a compra de arsênio, substância de venda controlada no Brasil devido ao seu potencial tóxico. Além disso, três outros pedidos de compra online do mesmo produto, realizados ao longo de cinco meses, foram identificados pelos investigadores. A polícia ainda busca esclarecer como a suspeita conseguiu adquirir o veneno, cuja venda é restrita no país.

O histórico de suspeitas envolvendo Deise inclui ainda a morte de seu sogro, em setembro, também atribuída a um possível envenenamento. Com as recentes descobertas, a Polícia Civil não descarta a hipótese de que a mulher esteja envolvida em pelo menos quatro mortes relacionadas ao uso de arsênio.

Atualmente, Deise está sob custódia e responderá por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A investigação segue em andamento, com foco na coleta de provas que possam confirmar a sequência de eventos e determinar a extensão dos crimes.

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