Rio: Psol espera que Freixo chegue a 25% e ajude a dobrar bancada
5 out2012 - 17h32
(atualizado às 17h34)
Paula Bianchi
Direto do Rio de Janeiro
O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (Psol), participou nesta sexta-feira de uma caminhada da Praça Mauá até a Cinelândia, no centro da capital fluminense, ao lado dos principais candidatos a vereador pela legenda. Com ou sem segundo turno, o Psol no Rio espera sair desta eleição com o dobro da bancada atual na Câmara Municipal.
Um dos líderes do partido no Rio, Milton Temer, estima que Freixo faça entre 24% e 25% dos votos, o que significaria alcançar ao menos quatro vereadores - a bancada atual do partido é formada por Eliomar Coelho e Paulo Pinheiro, que concorrem à reeleição.
"Se o Freixo chegar aos 25%, e acho que ele chega, conseguiremos colocar quatro, cinco vereadores", explica Temer ao lembrar que independente da candidatura de Freixo o Psol foi a quarta legenda mais votada na última eleição.
Freixo também se esforça para ampliar a bancada da legenda. Nas últimas semanas, além de pedir que os eleitores votem nos candidatos do Psol, fez questão de participar de debates junto aos nomes mais próximos de sua candidatura, com Pinheiro, Coelho, Babá e Renato Cinco. "A eleição para vereador é uma tragédia. As pessoas votam em mim, mas na hora de escolher um vereador todo mundo tem um primo, um conhecido, o que não significa que sejam bons candidatos", afirma Freixo.
Quarenta e oito candidatos concorrem a Câmera de Vereadores Municipal pelo Psol nesta eleição.
No início de julho, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmén Lúcia, em seu percurso em território nacional para entender as necessidades de cada um dos estados acerca do processo eleitoral. Na oportunidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) solicitou o envio de tropas federais ao órgão, reinvindicação que foi atendida somente três meses mais tarde.
No início de julho, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmén Lúcia, em seu percurso em território nacional para entender as necessidades de cada um dos estados acerca do processo eleitoral. Na oportunidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) solicitou o envio de tropas federais ao órgão, reinvindicação que foi atendida somente três meses mais tarde.
Foto: Tânia Rego
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As tropas terão como função garantir a segurança dos funcionários da Justiça Eleitoral, candidatos e eleitores em regiões dominadas pelo do poder paralelo do tráfico ou da milícia, mas não irão atuar na pacificação dessas áreas
Foto: Tânia Rego
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Desde a última segunda-feira que dois mil homens do Exército ocupam áreas controladas por milicianos em Jacarepaguá, na zona oeste, e outros mil fuzileiros navais, da Marinha, o complexo da Maré, na zona norte, ainda sob o domínio dos traficantes
Foto: Tânia Rego
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Outros dois mil homens das tropas federais vão estar, no domingo, em municípios do interior fluminense: Itaboraí, Magé, Campos, Cabo Frio, Rio das Ostras e Macaé
Foto: Tânia Rego
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"A presença ostensiva em lugares específicos em que isso é necessário, é importante para garantir que haja comícios com liberdade para os candidatos se apresentarem e para os eleitores ouvirem", discursou o ministro da Defesa, Celso Amorim, na ocasião da homologação da Garantia da Lei e de Ordem (GLO), no último dia 27 de setembro
Foto: Tânia Rego
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Especialistas contestam o reforço federal somente nos dias que antecedem o pleito e defendem que a ação deveria ser permanente durante toda a campanha, para permitir o planejamento de comício e a realização de eventos de campanha durante todo o processo
Foto: Tânia Rego
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alega que mais de 500 municípios pelo Brasil fizeram pedido de envio de tropas federais para estas eleições municipais, e que o estudo sobre a real necessidade leva tempo e que nem sempre é possível deslocar o efetivo ideal