Hacker Delgatti Neto é condenado a 20 anos de prisão por vazar mensagens de autoridades da Lava Jato

Segundo o juiz que proferiu a sentença, Delgatti chegou a propor a venda do material hackeado para a imprensa por R$ 200 mil

21 ago 2023 - 19h12
(atualizado às 19h15)

A Justiça condenou o hacker Walter Delgatti Neto a 20 anos e um mês de prisão por invadir celulares de autoridades ligadas à Operação Lava Jato e vazar mensagens. A sentença foi dada nesta segunda-feira (21) por meio da Operação Spoofing.

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Perfil Brasil

"Seus ataques cibernéticos foram direcionados a diversas autoridades públicas, em especial agentes responsáveis pela persecução penal, além de diversos outros indivíduos que possuem destaque social, bastando verificar as contas que tiveram conteúdo exportado. É reincidente, conforme comprova sua ficha criminal e possui outros registros penais", declarou o juiz da sentença, Ricardo Augusto Soares Leites.

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Segundo o magistrado, Delgatti chegou a propor a venda do material hackeado para a imprensa por R$ 200 mil. Outras quatro pessoas que atuaram junto com ele foram condenadas.

Deflagrada em 2019, a Operação Spoofing visava investigar a invasão e a interceptação de mensagens privadas do então ministro Sérgio Moro e de outras autoridades no aplicativo Telegram.

CPMI

Na semana passada, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro, Delgatti Neto revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria pedido a ele que assumisse um suposto grampo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sob a promessa de indulto presidencial.

Segundo Delgatti, o pedido partiu de uma conversa por telefone com Bolsonaro. O ex-presidente teria dito a ele que agentes "de outro país" teriam conseguido grampear o ministro e então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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