Coreia do Sul: balsa naufragada corre risco de colapso

13 mai 2014 - 23h58
(atualizado em 14/5/2014 às 00h13)

As autoridades da Coreia do Sul alertaram nesta quarta-feira sobre o possível colapso do interior da embarcação Sewol, cujo naufrágio no dia 16 de abril causou mais 300 mortes, enquanto 28 corpos ainda estão desaparecidos.

O naufrágio está prestes a completar um mês e as equipes de resgate consideram que existe o risco de que as paredes da balsa se rompam devido à alta pressão, informou hoje a agência Yonhap. No entanto, as autoridades decidiram não cancelar as operações de busca por enquanto.

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Os mergulhadores da Marinha e da Guarda Costeira, e também alguns particulares, pretendem realizar hoje uma nova busca no interior do navio, mas porta-vozes das autoridades locais alertaram sobre a possibilidade do fortalecimento das correntes ao longo do dia, o que pode dificultar as operações.

Um novo corpo foi retirado do interior do Sewol ontem, o que situa o número de mortes confirmadas em 276 e o de desaparecidos em 28. O governo sul-coreano explicou que não tentará retirar o navio da água sem a aprovação dos familiares das vítimas, pois a movimentação do navio com guindastes poderia fazer com que alguns corpos fossem arrastados pela corrente.

O Sewol, uma balsa de 6,8 mil toneladas que fazia a rota entre Incheon (ao oeste de Seul) e a ilha meridional de Jeju, afundou no Mar Amarelo com 476 pessoas a bordo, das quais apenas 174, entre elas o capitão e grande parte da tripulação, puderam ser resgatadas.

Além disso, estavam na balsa 325 estudantes de 16 e 17 anos de um instituto de ensino médio da cidade de Assam (a 30 quilômetros ao sul da capital sul-coreana) que faziam uma viagem escolar.

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A tragédia comoveu a sociedade da Coreia do Sul, onde o gerenciamento do desastre por parte do governo foi duramente criticado, o que acabou provocando a renúncia do primeiro-ministro, Chung Hong-won.

  
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