Novas prisões de opositores russos, acusados de fomentar a "revolução"

11 dez 2012 - 16h43

As forças de segurança russas detiveram e interrogaram nesta terça-feira mais membros da oposição, acusados de ter fomentado uma "revolução" contra o presidente Vladimir Putin, dias antes de uma "marcha da liberdade" prevista para 15 de dezembro em Moscou.

Na capital russa, os investigadores chegaram às 07h00 à casa de um ativista do movimento opositor Solidarnost, Yuri Nabutovski. Ele mesmo confirmou o fato por telefone à rádio Eco de Moscou.

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Nabutovski informou que tinha sido acusado de supostos vínculos com Leonid Razvozjaev e Konstantin Lebedev, dois opositores presos em outubro por terem supostamente participado da "organização de distúrbios", e com o líder da Frente de Esquerda russo, Serguei Udaltsov, que sofreu as mesmas acusações.

O Comitê de Investigação também reconheceu ter feito revistas na casa de Taisia Alexandrova e Anna Kornilova, e tê-las levado junto com Nabutovski para interrogatórios como testemunhas no caso dos "distúrbios massivos". Udaltsov também teve que se submeter ao Comitê de Investigação.

Posteriormente, este Comitê afirmou em um comunicado que dispõe de provas de que a oposição russa tinha fomentado uma "revolução" ao estilo das pró-ocidentais, como as de Ucrânia e Geórgia no começo dos anos 2000.

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