Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar e a Tailândia, com cerca de 2.000 mortos e esforços de resgate em andamento. A situação política em Mianmar dificulta o acesso às vítimas.
Uma mulher grávida e uma criança estão entre as quatro pessoas resgatadas nos escombros de prédios desabados em Mandalay, cidade no centro de Mianmar, no epicentro do terremoto de magnitude 7,7 registrado na última sexta-feira, 28. Três dias após o terremoto, os esforços se intensificam na busca por sobreviventes.
Em Bangkok, na Tailândia, sinais de vida foram detectados nas ruínas de um arranha-céu, onde 12 mortos já foram retirados. Até o momento, as informações dão conta de cerca de 2.000 mortos entre os dois países do Sudeste Asiático. Na Tailândia, os números oficiais são de 19 mortos em todo o país e 75 ainda desaparecidos no local da construção que desabou.
Máquinas de varredura e cães farejadores foram mobilizados no local e a vice-governadora de Bangkok, Tavida Kamolvej, disse que as equipes de resgate estavam trabalhando urgentemente. As chances realistas de sobrevivência diminuem após 72 horas, ela disse, acrescentando: "Temos que acelerar. Não vamos parar mesmo depois de 72 horas."
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Já em Mianmar, nação que foi tomada por um golpe militar em 2021, a situação política pode ter complicado os esforços para alcançar os feridos e desabrigados. "O acesso a todas as vítimas é um problema... dada a situação do conflito. Há muitos problemas de segurança para acessar algumas áreas nas linhas de frente em particular", disse Arnaud de Baecque, representante residente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Mianmar, à Reuters.
Um grupo rebelde disse que os militares governantes de Mianmar ainda estavam conduzindo ataques aéreos em vilas após o terremoto, e o ministro das Relações Exteriores de Cingapura pediu um cessar-fogo imediato para ajudar nos esforços de socorro.
Em Mianmar, a mídia estatal disse que pelo menos 1.700 pessoas foram confirmadas mortas até domingo, 30 e que o governo militar havia declarado um período de luto de uma semana a partir desta segunda-feira, 31. O Wall Street Journal, citando a junta militar, relatou que o número de mortos chegou a 2.028 em Mianmar.
A Reuters não conseguiu confirmar o novo número de mortos. O acesso à mídia foi restrito no país desde que a junta assumiu o poder. O chefe da junta, general Min Aung Hlaing, alertou no fim de semana que o número de fatalidades poderia aumentar. (*com informações da agência de notícias Reuters)