Negociações sobre cessar-fogo em Gaza seguem sem avanços, dizem fontes

14 abr 2025 - 11h07

A mais recente rodada de negociações no Cairo para restaurar o cessar-fogo de Gaza e libertar reféns israelenses terminou sem avanço aparente, disseram fontes palestina e egípcia nesta segunda-feira.

As fontes disseram que o Hamas manteve sua posição de que qualquer acordo precisa levar ao fim da guerra em Gaza.

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Israel, que retomou sua campanha militar em Gaza no mês passado após o fracasso de um cessar-fogo acordado em janeiro, afirmou que não encerrará a guerra até que o Hamas seja eliminado. O grupo militante descartou qualquer proposta para que deponha suas armas.

Mas, apesar dessa discordância fundamental, as fontes disseram que uma delegação do Hamas, liderada pelo chefe do grupo em Gaza, Khalil Al-Hayya, demonstrou certa flexibilidade em relação ao número de reféns que poderia libertar em troca de prisioneiros palestinos mantidos por Israel, caso a trégua fosse estendida.

Uma fonte egípcia disse à Reuters que a última proposta para estender a trégua permitiria que o Hamas libertasse um número maior de reféns. O ministro israelense Zeev Elkin, membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, declarou à Rádio do Exército na segunda-feira que Israel estava buscando a libertação de cerca de 10 reféns, em comparação com o consentimento anterior do Hamas de libertar cinco.

O Hamas pediu mais tempo para responder à última proposta, segundo a fonte egípcia.

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"O Hamas não tem problemas, mas quer garantias de que Israel concorde em iniciar as conversações sobre a segunda fase do acordo de cessar-fogo" que levará ao fim da guerra, disse a fonte egípcia.

Os militantes do Hamas libertaram 33 reféns israelenses em troca de centenas de prisioneiros palestinos durante a primeira fase do cessar-fogo, que durou seis semanas e teve início em janeiro. Mas a segunda fase, que deveria começar no início de março e levar ao fim da guerra, nunca foi lançada.

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