O plebiscito sobre a gestão dos serviços de transporte público de Roma, capital da Itália, não atingiu o quórum mínimo de 33% do eleitorado e não terá resultados práticos.
A consulta popular, convocada após iniciativa do partido libertário Radicais Italianos, ocorreu no último domingo (11) e propunha a concessão dos serviços de transporte da cidade, hoje nas mãos da empresa pública Atac, por meio de licitações.
A definição de percursos e tarifas continuaria sob poder da Prefeitura, mas o serviço seria administrado pelas companhias vencedoras das concorrências. No entanto apenas 16% dos eleitores participaram, uma vez que cidadãos que discordam de plebiscitos na Itália preferem boicotá-los ao invés de votar "não".
Entre os que se dirigiram às urnas, pouco mais de 70% se posicionaram a favor das licitações. "A Atac permanece sendo dos cidadãos. Os romanos querem que ela continue pública", comemorou a prefeita de Roma, Virginia Raggi, que era contra o plebiscito.
Ela prometeu adquirir 600 novos ônibus e modernizar o metrô para reduzir os crônicos problemas de transporte público na capital. Atualmente, a Atac acumula 1,3 bilhão de euros em dívidas e enfrenta greves recorrentes.