Presidente da Coreia do Sul aceitará decisão da Justiça mesmo que represente fim do mandato, diz advogado

9 jan 2025 - 11h53

O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, aceitará a decisão do Tribunal Constitucional que está julgando o processo de impeachment do Parlamento contra ele, mesmo que a Justiça decida removê-lo do cargo, disse seu advogado nesta quinta-feira.

"Portanto, se a decisão for 'remoção', ela não pode deixar de ser aceita", disse o advogado de Yoon, Yoon Kab-keun, em uma coletiva de imprensa.

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As decisões do tribunal, um dos dois tribunais mais altos do país, juntamente com a Suprema Corte, não podem ser objeto de recurso.

Yoon ignorou solicitações do Tribunal Constitucional para que apresentasse documentos legais antes do início da audiência em 27 de dezembro, mas seus advogados disseram que ele estava disposto a comparecer pessoalmente para se defender.

O presidente tem desafiado repetidas convocações em uma investigação criminal separada sobre as alegações de que ele planejou uma insurreição com sua proposta de lei marcial em 3 de dezembro, o que levou ao primeiro mandado de prisão emitido para um presidente em exercício.

O advogado de Yoon disse que o presidente estava atualmente em sua residência oficial em Seul.

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Os guardas da segurança presidencial resistiram a uma primeira tentativa da polícia de prender Yoon na semana passada, embora ele enfrente outra tentativa depois que um procurador prometeu fazer o que for preciso para romper um bloqueio de segurança e prender Yoon.

Seok Dong-hyeon, outro advogado que assessora Yoon, disse que Yoon considerava as tentativas de prendê-lo como politicamente motivadas e com o objetivo de humilhá-lo, exibindo-o publicamente algemado.

Ele citou relatos da mídia de que a polícia planejava utilizar veículos blindados e helicópteros para lançar unidades especiais da polícia nas instalações presidenciais em um esforço para prender Yoon.

Seok disse que Yoon e seus conselheiros veem o desenrolar da situação como uma guerra ideológica entre aqueles comprometidos com uma democracia livre e aqueles que são contra ela.

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"Se algo der errado, o que estamos dizendo é que isso pode se tornar uma guerra civil", disse Seok.

Yoon disse que declarou a lei marcial para eliminar forças "antiestatais" que estavam paralisando as funções do governo e ameaçando a democracia.

Na terça-feira, o chefe do Escritório de Investigação de Corrupção para Altos Funcionários (CIO), que está liderando a investigação, pediu desculpas por não ter prendido Yoon após um impasse com centenas de agentes do Serviço de Segurança Presidencial, alguns portando armas de fogo, e guardas militares.

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