Quatro reféns que eram mantidas pelo grupo palestino Hamas em Gaza foram soltas neste sábado (25/1).
As quatro mulheres — que fazem parte do segundo grupo de reféns liberados desde que um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas foi fechado — são soldados israelenses que foram levadas em 7 de outubro.
Israel libertou 200 prisioneiros palestinos como parte do acordo, 70 dos quais devem ser deportados.
No entanto, o governo israelense acusa o Hamas de violar o acordo de cessar-fogo ao não libertar o refém Arbel Yehud, que é civil. O Hamas diz que Arbal Yehud está vivo e será libertado na próxima semana.
Em resposta, Israel disse que os palestinos que deixaram suas casas por causa da ofensiva em Gaza ainda não terão permissão para retornar ao local, como havia sido programado pelo acordo.
Esta foi a segunda troca desse tipo desde que o cessar-fogo entrou em vigor no último domingo (19/1). Três reféns e 90 prisioneiros foram libertados na primeira troca.
O cessar-fogo interrompeu a guerra que começou quando o Hamas atacou Israel em 7 de outubro de 2023. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas para Gaza como reféns.
Mais de 47.200 palestinos, a maioria civis, foram mortos na ofensiva de Israel, diz o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.
Pelo acordo, o Hamas ainda precisa fornecer informações sobre os 26 reféns restantes que serão libertados nas próximas cinco semanas.
Isso inclui a família Bibas — dois pais e dois filhos, um dos quais, Kfir, tinha 10 meses quando foi capturado e é o refém mais jovem. Não está claro se essas informações incluirão os nomes ou apenas o número de reféns vivos ou mortos.
Os prisioneiros palestinos libertados neste sábado estão em uma categoria considerada mais grave do que aqueles libertados na primeira troca — como condenados por assassinatos e prisioneiros que cumprem sentenças de mais de 15 anos.
Israel diz que ninguém que estava envolvido nos ataques de 7 de outubro será libertado.
Ariev, Gilboa, Levy e Albag foram capturadas na base militar de Nahal Oz, que foi invadida por homens armados do Hamas.
As filmagens mostraram elas entre um grupo de mulheres sendo amarradas com as mãos atrás das costas. Elas foram vistas implorando por ajuda enquanto eram atacadas por seus captores.
Há três semanas, o Hamas divulgou um vídeo de Albag, de 19 anos, pedindo que o governo israelense chegasse a um acordo.
Cessar-fogo
O cessar-fogo em Gaza foi concluído após meses de negociações indiretas entre Israel e o Hamas, lideradas pelos EUA, Catar e Egito.
Ele será implementado em três etapas, com a segunda etapa prevista para começar seis semanas após o início da trégua.
Cerca de 1.900 prisioneiros palestinos serão libertados durante a primeira etapa em troca de 33 reféns.
As forças israelenses também começarão a se retirar de posições em Gaza e centenas de milhares de palestinos deslocados poderão retornar às áreas das quais fugiram ou foram forçados a sair.
O cessar-fogo deve levar ao fim permanente da guerra em Gaza.
Noventa e um reféns feitos em 7 de outubro de 2023 ainda estão presos em Gaza.
Israel acredita que 57 deles ainda estejam vivos. Três outros — dois dos quais estão vivos — estão presos há uma década ou mais.