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CEO da Kaspersky diz que tira a empresa da Rússia se país pedir espionagem

28 nov 2017 - 18h17
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A russa Kaspersky Lab nunca recebeu pedidos dos serviços de inteligência do país para espionar alvos no Ocidente e o fundador e presidente-executivo da empresa disse que retiraria sua empresa do país se lhe fosse pedido para fazer espionagem.

Os temores sobre os laços da Kaspersky com a inteligência russa e a capacidade do seu software anti-vírus para encontrar e remover arquivos, provocaram alertas e ações de autoridades norte-americanas em 2016. Isso culminou neste ano com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos impedindo agências governamentais de usar os produtos da Kaspersky.

"Eles nunca nos pediram para espionar pessoas. Nunca", disse o presidente-executivo Eugene Kaspersky a jornalistas em Londres, quando perguntado se a inteligência russa já havia pedido que ele os ajudasse a espionar o Ocidente.

"Se o governo russo vier a mim e me pedir qualquer coisa errada, ou aos meus funcionários, vou tirar o negócio da Rússia", disse o executivo.

Kaspersky disse que a empresa estava sob ataque pela mídia norte-americana e do governo dos EUA. E reconheceu que tais ataques prejudicaram a empresa.

A receita nos EUA será em torno de 5 a 8 por cento menor no ano fiscal atual do que no ano passado devido aos ataques, disse o executivo. A receita na Europa deverá se manter estável, enquanto a receita no resto do mundo continuará a crescer em dois dígitos, previu.

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