Richard Farina segura fóssil que pode indicar a presença humana nas Américas muito antes do que se pensava
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Mais de 15 anos depois da descoberta, no Uruguai, de fósseis de animais pré-históricos com supostas marcas de ferramentas humanas, a publicação do caso em uma revista científica reavivou a discussão entre os que consideram que o material redefine a antiguidade do homem na América e os que desconsideram a evidência.
Publicado recentemente na revista britânica Proceedings of Royal Society, o estudo, chefiado pelo paleontólogo uruguaio Richard Fariña, propõe que os ossos encontrados em Arroyo del Vizcaíno (cidade de Sauce, 35 km ao norte de Montevidéu) mostram que havia presença humana no continente americano 30 mil anos atrás, o dobro do tempo estimado segundo as teorias mais aceitas.
"É surpreendente que este lugar tão antigo, se é que tem presença humana, esteja tão ao sul e tão ao leste como o Uruguai", o que, se for aceito pela comunidade científica internacional, seria "uma descoberta de grande importância para toda a América", declarou Fariña à AFP.
O que começou em 1997, quando uma forte seca deixou descobertos vestígios fósseis, que a princípio foram coletados por estudantes da região, pôs sobre o tapete uma jazida com "restos abundantes de megafauna sul-americana", comentou Fariña a respeito dos mais de mil ossos descobertos até agora.
Segundo o paleontólogo e seus colaboradores, cerca de 5% dos fósseis encontrados apresentam marcas que têm as características de ferramentas humanas, sugerindo uma presença humana em 29 mil a 30 mil anos atrás.
Para os pesquisadores, outra evidência de que a mão do homem está representada na jazida é a composição por idades dos ossos animais presentes no local: a alta representação de adultos em plenitude dentro dos restos se contrapõe com jazidas produto da ação continuada dos carnívoros, onde peças de juvenis e de anciãos são as mais numerosas.
A arqueologia em 2013 nos surpreendeu com templos e tumbas antigas descobertas, além de tesouros encontrados. Mas tivemos também a confirmação da autenticidade do Evangelho de Judas, um achado feito entre o lixo da realeza brasileira e até túmulos de "vampiros". Veja a seguir as melhores fotos de arqueologia do ano
Foto: Metrô Linha 4 / Divulgação
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O secretario de Estado de Cultura da Espanha, José María Lassalle, anunciou na segunda-feira que o tesouro da fragata Nuestra Señora de las Mercedes será exposto no final do ano no Museu Nacional de Arqueologia Subaquática
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As 14,5 toneladas de moedas de ouro e prata e outros objetos foram conquistados na Justiça após uma batalha contra a empresa americana Odyssey
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São 574.553 objetos, sendo 212 moedas de ouro e as demais de prata. Um grupo internacional de especialistas foi reunido em fevereiro para discutir a melhor forma de restaurar os objetos sem danificá-los.
Foto: EFE
Arqueólogos no Iraque anunciam a descoberta de tesouro de 1,5 mil anos. Moedas de ouro serão levadas para análise em laboratório.
Foto: AFP
Pesquisadores concluíram que a mítica cidade de ouro perdida na selva sul-americana não era um lugar, e, sim, uma pessoa
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Coleções de artefatos que sobreviveram hoje fazem parte dos acervos do Museo del Oro, em Bogotá, e British Museum, em Londres
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O mito levou muitos conquistadores a se aventurarem, inutilmente, por florestas e montanhas.
Foto: BBC News Brasil
Cientistas encontraram comprimidos em um navio romano de 2 mil anos.
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Uma equipe de cientistas anunciou ter descoberto uma pequena urna que conteria sangue do rei francês Luís XVI, morto durante a Revolução Francesa.
Foto: BBC News Brasil
Estátua de granito da deusa Sejmet com 1,80 m de altura foi achada em escavações no templo da deusa Mut.
Foto: EFE
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Foto: Arte Terra
Cientistas confirmam a descoberta do corpo do rei Ricardo III.
Foto: Reuters
Especialistas reconstruíram o rosto de Ricardo III através de tomografia computadorizada depois que o esqueleto do rei morto em 1485 foi encontrado sob um estacionamento na Inglaterra
Foto: Reuters
A imagem foi revelada um dia depois de confirmado que os restos mortais escavados em Leicester, no centro da Inglaterra, pertenciam ao monarca - descoberta que encerrou o mistério de 500 anos sobre o paradeiro de Ricardo III
Foto: Reuters
O último rei britânico morto em batalha tinha um nariz ligeiramente arqueado e queixo proeminente. Seus restos mortais foram descobertos em uma cova rasa menos de um metro abaixo do concreto utilizado no estacionamento
Foto: Reuters
Atributos do rosto revelado por especialistas combinam com retratos do rei
Foto: Reuters
Um gato mumificado há pelo menos 2 mil anos foi descoberto no sótão da casa de uma família britânica
Foto: Reprodução / BBC News Brasil
Imagem mostra escavações em tumba descoberta no Egito. Uma equipe belga descobriu uma pequena pirâmide que acredita-se que seja o túmulo do ministro Jay, da época do faraó Ramsés II (1304-1237 a.C.)
Foto: EFE
Um tesouro de moedas de prata foi encontrado dentro de um sapato enterrado na prefeitura da cidade de Roterdã, na Holanda
Foto: EFE
o tesouro escondido conta com uma grande variedade de moedas de prata, que vai desde a mais antiga, de 1472, à mais recente, de 1592
Foto: EFE
Não foi divulgado um número aproximado do valor das moedas encontradas, porém estimaram que poderia atingir "alguns milhares de euros"
Foto: EFE
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Foto: Arte Terra
Em um dos maiores anúncios do mês de março, arqueólogos confirmaram a descoberta de um cemitério perdido durante escavações para a construção de um projeto bilionário de expansão das linhas ferroviárias em Londres. A descoberta vai ajudar os especialistas a esclarecer a morte de milhares de pessoas pela peste negra há mais de 650 anos
Foto: AFP
O cemitério é a segunda descoberta da era medieval na Inglaterra recentemente, depois que pesquisadores confirmaram, no mês passado, ter encontrado os restos mortais do rei Ricardo III, que morreu em combate em 1485, num estacionamento na região central da Inglaterra
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Após o achado feito pelos funcionários da obra, arquólogos foram chamados para retirar os esqueletos do local
Foto: AFP
Treze esqueletos dispostos em duas fileiras foram encontrados na região central de Londres
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Broche de ouro que pertenceu ao rei Creso, da Lídia, foi devolvido à Turquia sete anos depois de ser roubado de museu
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Vestígios de enormes construções foram encontrados no Sinai pelos egípcios
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Cientistas comprovam a autenticidade do Evangelho de Judas.
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Egito divulgou imagens dos papiros mais antigos já encontrados
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Documentos remontam à época do faraó Keops, que reinou há 4,5 mil anos.
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Um estudo de universidades dos Estados Unidos e do Japão pode mudar a forma como vemos o nascimento da civilização maia. Segundo Takeshi Inomata, da Universidade do Arizona (EUA), descobertas recentes feitas no sítio arqueológico de Ceibal, no México, indicam que a região foi palco de uma grande mudança cultural entre os anos de 800 a.C. e 1150 a.C.
Foto: Takeshi Inomata / Divulgação
Um jarro que transportava azeite de oliva está entre os objetos encontrados durante expedição arqueológica na costa da Flórida
Foto: Reuters
Moedas e talheres de prata também fazem parte do tesouro do navio espanhol que naufragou por volta de 1622
Foto: Reuters
O sítio arqueológico foi descoberto em 1965
Foto: Reuters
A exploração robótica do subsolo de um templo da cidade pré-colombiana de Teotihuacan, nos arredores da Cidade do México, revelou a existência de três câmaras que poderiam esconder segredos sobre rituais funerários de seus governantes.
Foto: Reuters
Templo da época do Império Romano foi descoberto em Londres, onde está sendo construída a nova sede da empresa de mídia Bloomberg
Foto: BBC News Brasil
Arqueólogos britâncicos descobriram construções de 4 mil anos no Iraque; os objetos podem ajudar a esclarecer a história das civilizações antigas
Foto: AP
Com 4 mil anos, as construções seriam parte de um centro administrativo de Ur
Foto: AP
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Foto: Arte Terra
Pergaminho de pele de cordeiro pode ser o exemplar mais antigo da Torá conhecido.
Foto: AFP
Fragmentos danificados dos manuscritos bíblicos do Mar Morto são colocados à venda: material inclui pedaços menores que um selo e peças em branco.
Foto: AP
Quase 80 ervas medicinais maceradas em álcool e ópio: essa é a receita original do elixir da juventude. Na imagem, guia de museu mostra um frasco com o elixir da juventude eterna, uma descoberta arqueológica que documenta a tradição alquimista de Praga
Foto: Gustavo Monge / EFE
No museu Speculum Alchimiae ("Espelho da Alquimia") é exibida ao público a receita original do elixir da juventude, com suas 77 ervas. O elixir foi descoberto durante a reconstrução de uma casa do bairro judaico, em pleno centro histórico da capital tcheca.
Foto: Gustavo Monge / EFE
Arqueólogos que estudam o sítio arqueológico mexicano de Teotihuacán descobriram uma grande quantidade de esferas metálicas em uma câmara subterrânea localizada abaixo do Templo de Kukulcán (ou "Serpente Emplumada" na língua maia).
Foto: Inah / Reprodução
Cientistas anunciaram a descoberta da primeira evidência arqueológica de que os colonizadores americanos em Jamestown, na Virgínia, recorreram ao canibalismo para sobreviver às duras condições de vida. O antropólogo forense Douglas Owsley mostra o crânio da garota e uma reconstituição da face durante coletiva à imprensa
Foto: AP
Arqueólogos no México descobriram 4.926 pinturas rupestres em Burgos, no Estado de Tamaulipas, no nordeste do México. As imagens em vermelho, amarelo, preto e branco representam pessoas, animais e insetos, assim como o céu e imagens abstratas.
Foto: Inah Mexico / Divulgação
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Foto: Arte Terra
Uma antiga cidade maia que dominou uma vasta região há 1,4 mil anos foi descoberta em Campeche, no leste do México, por um grupo internacional de arqueólogos
Foto: EFE
O sítio conta com numerosas estruturas de tipo piramidal, de até 23 metros de altura, assim como dois campos de jogo de pelota, pátios, praças, monumentos e residências
Foto: EFE
Chactún tem mais de 22 hectares e viveu seu esplendor entre os anos 600 e 900
Foto: EFE
A cidade "permaneceu oculta na selva" durante séculos
Foto: EFE
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Foto: Arte Terra
Na Polônia, arqueólogos encontraram corpos que foram enterrados com a cabeça decapitada entre as pernas. A prática, afirmam os cientistas, era feita com pessoas consideradas "vampiros". Foram encontradas sete esqueletos de pessoas que foram sepultadas em um ritual que tinha como objetivo que não voltassem à vida
Foto: EFE
Caixão de pedra foi encontrado no mesmo local onde cientistas descobriram a ossada do rei Ricardo III
Foto: Universidad de Leicester / Divulgação
Os pesquisadores tentam descobrir quem foi enterrado no caixão de pedra
Foto: Universidad de Leicester / Divulgação
Objeto de sílex seria o mais antigo da Europa, com 1,4 milhão de anos.
Foto: AFP
A guerra deixa marcas: armas especialmente desenvolvidas, lesões nos esqueletos, covas em grupo, habitações fortificadas. A partir de novas análises, arqueólogos contestam a afirmação de que os primeiros humanos guerreavam.
Foto: Douglas P. Fry / Divulgação
Na China, arqueólogos descobriram um objeto que pode conter caracteres de 5 mil anos, o que seria uma das escritas mais antigas conhecidas.
Foto: AP
Nos Estados Unidos, uma empresa encontrou mais de 1,5 mil lingotes de prata em um naufrágio. Tesouro pode valer US$ 40 milhões.
Foto: AFP
Um grupo de mergulhadores encontrou no sábado 48 moedas de ouro nos restos de navios espanhóis que naufragaram em 1715, na costa da Flórida (EUA), devido a um furacão. As moedas encontradas pelos caçadores de tesouro estão estimadas entre US$ 200 mil e US$ 250 mil, segundo a CNN. O achado será vendido para coleções privadas e o dinheiro irá financiar o trabalho do grupo, que tem os direitos para explorar os restos dos navios
Foto: CNN / Reprodução
Fósseis antigos, chifres de veado, restos de tartaruga e peixes, além de sepulturas pré-hispânicas e até uma pirâmide foram encontrados por arqueólogos no México
Foto: EFE
Cevada foi encontrada em escavação no Irã. Grãos encontrados em sítio arqueológico do Oriente Médio podem mudar a história do surgimento da agricultura.
Foto: Divulgação
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Foto: Arte Terra
Veja a seleção de fotos de descobertas arqueológicas que tiveram impacto este mês.
Foto: Agência Ansa
Segundo arqueólogos, imponente tumba de sacerdotisa mostra que mulheres governaram no Peru há 1,2 mil anos
Foto: AFP
Gravuras rupestres (petróglifos) são alvo de depredação e, possivelmente, furtos em um sítio arqueológico localizado em terra indígena no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, no norte do Estado do Amazonas.
Foto: Ivani Faria/Agência Pública / Divulgação
Um projeto arqueológico está desvendando pouco a pouco diferentes tesouros que permaneciam ocultos sob o solo de Londres, como uma moeda de ouro do século XVI utilizada provavelmente como pingente e similar às usadas pela realeza e pela aristocracia.
Foto: Reuters
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Foto: Arte Terra
Uma pasta de dente - "para limpar e conservar os dentes e as gengivas" - está entre os itens descobertos durante escavações no sítio arqueológico da Leopoldina, ao lado da antiga estação de trem homônima na zona norte do Rio de Janeiro. Em meio às obras da linha 4 do metrô, arqueólogos trabalham para revelar um grande tesouro arqueológico - que pode ser um dos maiores da história do Brasil.
Foto: Metrô Linha 4 / Divulgação
Anel de ouro com vidro engastado como se fosse uma pedra preciosa está entre as peças
Foto: Metrô Linha 4 / Divulgação
Arqueólogo Greg Schwab analisa as descobertas feitas na região da Guatemala.
Foto: EFE
Arqueólogos identificaram o túmulo de Shangguan Wan'er - que viveu entre 664 e 710, na dinastia Tang - era uma conselheira ligada à primeira imperatriz chinesa, Wu Zetian. Shangguan Wan'er se casou com o filho de Wu Zetian e, ao mesmo tempo, era amante do amante e do sobrinho da imperatriz.
Foto: AFP
O marido de Shangguan Wan'er, o príncipe Li Xian, chegou a ser imperador durante um breve período antes de ser assassinado por sua primeira esposa, que se apoderou do trono e governou a China durante 43 anos, sob o nome de Tang Xuanzong
Foto: AFP
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Foto: Arte Terra
Templo de 3 mil anos descoberto no Peru servia como recinto secreto onde os sacerdotes celebravam cultos aos seus deuses.
Foto: AFP
Canhões com até 1.360 quilos foram retirados do mar na segunda-feira
Foto: AFP
Em Roma, arqueólogos usam robôs nos labirintos subterrâneos.
Foto: AFP
No Egito, uma tumba de 4 mil anos foi descoberta.
Foto: EFE
Um tesouro pré-inca foi descoberto no lago Titicaca, na Bolívia.
Foto: AFP
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Foto: Arte Terra
Tábua de cera da Roma antiga tinha tamanho de tablet moderno. Segundo pesquisador, os romanos já usavam, de certa forma, redes sociais há 2 mil anos.
Foto: BBC News Brasil
As catacumbas de Priscila, em Roma, foram reabertas para visitação, cinco anos após o início da restauração.
Foto: AFP
Estátuas são da época do Império Novo (1539-1075 a.C.) foram descobertas no Egito.
Foto: EFE
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Foto: Arte Terra
Arqueólogos desenterraram na China crânios de mais de 80 jovens mulheres que poderiam ter sido sacrificadas há mais de 4 mil anos. Estas relíquias foram encontradas nas ruínas de Shimao, um importante sítio arqueológico do Neolítico
Foto: AFP
A ausência do resto do esqueleto levaram os especialistas a acreditar que as mulheres foram mortas aparentemente durante uma cerimônia ligada à construção das muralhas da cidade
Foto: AFP
Há cinco anos foi descoberta uma sinagoga que remonta ao primeiro século da era cristã, junto à qual se encontraram restos de banheiros litúrgicos judeus, um mercado, e um porto, e estes são só alguns exemplos da oferta turística e religiosa do vasto complexo
Foto: EFE
Em 2004, o papa João Paulo II encomendou à Legião de Cristo a missão da reconstrução, que começou na véspera da morte do pontífice e foi, posteriormente, respaldada por Bento XVI, que abençoou a primeira pedra durante sua visita à região em 2009
Foto: EFE
O projeto, financiado por doações de todo o mundo, transformará o lugar em um imponente complexo dotado de um hotel, com capacidade para 300 peregrinos; um panteão para o encontro ecumênico; e um centro multimídia que divulgará a mensagem de Cristo
Foto: EFE
A cidade de Maria Madalena recuperou parte do esplendor que teve como a principal cidade da região no século I. O novo Centro Magdala, às margens do Mar de Tiberíades (também conhecido como Mar da Galileia), é desenvolvido por um grupo de religiosos mexicanos, e tenta resgatar o passado judeu-cristão da aldeia de origem milenar estreitamente ligada aos Evangelhos.
Foto: EFE
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Eles descartam, no entanto, que a ação fluvial na corrente de água tenha sido a causadora do acúmulo de ossos porque a corrente de água é frágil demais para mover este tipo de fóssil. Isto reforçaria a hipótese de que o homem foi o criador deste sítio, afirmam.
Embora o estudo tenha gerado no Uruguai grandes expectativas na comunidade científica, alguns colegas de Fariña põem em dúvida o valor arqueológico do sítio estudado.
O Arroyo del Vizcaíno "é um sítio paleontológico espetacular, mas a dúvida principal é se um sítio arqueológico (...) que tem marcas (supostamente humanas nos ossos) que podem ter sido provocadas por agentes naturais", declarou à AFP o arqueólogo Rafael Suárez.
Suárez assegurou que a equipe que trabalha na jazida descoberta o faz sem atender a padrões de escavação arqueológica; além disso, tirou o caráter único da possível descoberta, afirmando que "não há dúvida de que o homem pode ter chegado há 30, 40, 50 mil anos atrás à América, isto não está em discussão".
Em fevereiro, cientistas anunciaram a descoberta no Rio Grande do Sul o mais antigo fóssil de ovos de tênia já registrado. Ele estava dentro de um coprólito (fezes fossilizadas) de tubarão de 270 milhões de anos. Veja a seguir, as melhores imagens de paleontologia do ano
Foto: Dra Paula C. Dentzien-Dias / Divulgação
Em março, o fóssil de baleia de 1,8 mil anos foi encontrado em uma praia de Iguape, no litoral de São Paulo.
Foto: Divulgação
Daisy Morris, 9 anos, descobriu um fóssil quando andava na praia
Foto: PA / BBC News Brasil
Em homenagem à jovem descobridora, a espécie levou seu nome: Vectidraco daisymorrisae.
Foto: PA / BBC News Brasil
O Museu Nacional apresenta o maior fóssil de pterossauro descoberto no hemisfério sul e o terceiro no mundo. O animal tinha 8 metros de envergadura.
Foto: AFP
Em abril, foi apresentado no Acre o fóssil de um jabuti gigante.
Foto: Ufac / Divulgação
O fóssil de um distante ancestral da lagosta e do escorpião que vivia em águas rasas ao largo da atual Colúmbia Britânica no Canadá foi batizado como Johnny Depp.
Foto: Imperial College London / Divulgação
Fóssil descoberto na China pode ser da ave mais antiga já descoberta por cientistas.
Foto: T.HUBIN - IRSNB / BBC News Brasil
Fóssil da face de um jovem que viveu a 1 milhão de anos confirmaria espécie de hominídeo.
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Exemplar do que pode ser um feto de velociraptor foi descoberto por trabalhadores em uma obra. Não há comprovação de que o fóssil é real.
Foto: Milenio / Reprodução
Em Londres, uma exposição explica como cientistas descobrem as cores de alguns dinossauros.
Foto: Maria McNamara / BBC News Brasil
Fóssil de lagarto com resquícios de tecido mole e pele foi descoberto no México.
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Em São Paulo, cientistas descobriram fósseis de 270 milhões de anos. A descoberta é considerada inédita.
Foto: Rafael Faria/Arquivo pessoal / Divulgação
Imagem mostra como seria o Entelognathus e, no detalhe, o fóssil descoberto
Foto: Brian Choo / Divulgação
Fóssil descoberto na China é o mais antigo a ter características da face encontrados em vertebrados modernos, como o ser humano.
Foto: Brian Choo / Divulgação
Pequenos grãos de pólen fossilizados podem mudar a história do surgimento das flores.
Foto: Peter A. Hochuli1. P, A and Feist-Burkhardt. S, Frontiers in Plant Science, 2013 / Divulgação
Um fóssil de mosquito achado nos EUA chamou a atenção por ainda conter sangue - como no filme Parque dos Dinossauros.
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Um estudante do ensino médio descobriu o mais completo fóssil conhecido de uma espécie de dinossauro.
Foto: Raymond M. Alf Museum of Paleontology / Divulgação
Na Austrália, uma espécie de ornitorrinco gigante (com o dobro do tamanho do atual) foi descoberta.
Foto: Peter Schouten / Divulgação
Fóssil do mais antigo ancestral das aranhas e escorpiões foi descoberto na China. Animal viveu há 520 milhões de anos.
Foto: N. Strausfeld et al./Nature / Terra
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Um dos aspectos mais discutidos da descoberta e sua possível relevância para os registros pré-históricos do continente americano surge da quase nula presença de ferramentas dentro da jazida.
"A fragilidade que nós admitimos é que, por enquanto, há muito pouco elemento lítico, não há a grande quantidade que se esperaria para poder processar um número tão grande de animais como o que se encontra", admitiu Fariña.
No entanto, destacou que esta fragilidade é "um argumento pequeno comparado com a força de outros argumentos".
Dentro das peças encontradas se destaca uma em forma de raspador que, estudada em microscópio, apresenta um micro-polimento característico de uma raspagem de couro, afirmaram os cientistas que em breve retomarão as escavações em busca de mais peças líticas.
Para Suárez, este artefato que seria prova da presença humana gera "sérias dúvidas de como se integrou ali, como entrou para fazer parte do local onde hoje se está escavando".
"É uma peça do tamanho de uma unha e é preciso imaginar que esta peça teve que cortar pelo, couro, músculo e chegar ao osso destes mega-animais, muitos deles com 40 ou 50 centímetros de diâmetro", questionou Suárez.
Com a publicação do estudo na revista britânica e a exibição de algumas partes encontradas em Arroyo del Vizcaíno no Museu de Arte Pré-colombiana de Montevidéu, o mundo da antropologia poderá aprofundar o estudo e suas hipóteses. Ao mesmo tempo, em território uruguaio, continua a busca de mais peças que avalizem a hipótese de seus criadores.
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