Mudança climática custará ao Brasil R$ 3,6 tri até 2050
A mudança climática custará ao Brasil um total de R$ 3,6 trilhões em perdas até 2050, segundo cálculos do estudo "Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades", informaram nesta quarta fontes oficiais. O estudo pediu mais atenção às questões climáticas na Amazônia e no litoral e aos setores agropecuário e energético.
A pesquisa foi baseada no Relatório Stern, realizado em 2006 no Reino Unido, e apontou que o valor das perdas representará 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2050.
No setor agrícola, a produção mais fortalecida frente às mudanças climáticas será a da cana-de-açúcar, enquanto a do café sofrerá uma redução de 18% de suas áreas produtivas e a de soja, 30%. O custo das perdas anuais para o setor agrícola chegará a R$ 10 bilhões, segundo o estudo.
O sistema elétrico perderá 33% de sua capacidade de geração com as atuais matrizes. Nas zonas litorâneas, a alta do nível do mar gerará até 2050 perdas em um total de R$ 207,5 bilhões.
A situação mais preocupante, segundo o estudo, é a da Amazônia, que perderá 38% de suas espécies, R$ 26 bilhões por ano de sua produção habitual e terá 40% de sua cobertura vegetal transformada em savana dentro de 40 anos.
O estudo contou com a participação de especialistas das principais universidades do país, de instituições públicas e privadas de pesquisa e de órgãos do Governo.