Terra abriga 8,7 milhões de espécies diferentes, aponta estudo
23 ago2011 - 19h19
(atualizado às 19h29)
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O planeta Terra tem 8,7 milhões de espécies diferentes, embora poucas tenham sido descobertas e catalogadas, afirmaram pesquisadores esta terça-feira. Este número, publicado na revista PLoS Biology e apresentado como "o cálculo mais preciso divulgado até agora", revisa estimativas anteriores que oscilavam entre 3 e 100 milhões.
Estima-se que 1,25 milhão de espécies tenham sido descobertas e classificadas desde que o cientista sueco Carl Linnaeus instaurou, em meados do século 18, o sistema de taxonomia adotado até hoje. A cifra de 8,7 milhões é uma projeção baseada em uma análise matemática das espécies conhecidas.
Segundo o estudo, realizado por cientistas da Universidade de Dalhousie, no Canadá, e da Universidade do Havaí, ainda não foram descobertas 86% das espécies terrestres e 9% das marinhas. "A pergunta de quantas espécies existem intrigou os cientistas durante séculos e a resposta, junto com o estudo de outros sobre a distribuição e a abundância das espécies, é particularmente importante agora porque uma grande quantidade de atividades humanas e influências estão acelerando a taxa de extinção", disse o autor principal do trabalho, Camilo Mora, da Universidade do Havaí.
"Muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de sabermos de sua existência, de seu nicho único e função nos ecossistemas, e de sua contribuição para melhorar o bem-estar humano", acrescentou. O estudo calcula que haja 7,77 milhões de espécies de animais, das quais 953.434 descritas e catalogadas, e 298 mil espécies de plantas, com 215.644 descritas e catalogadas até o momento.
Os cientistas também afirmaram que há provavelmente 611mil espécies de fungos, como o mofo e os cogumelos, dos quais 43.271 são conhecidos pela ciência. Por volta de 36,4 mil espécies de protozoários ou organismos unicelulares como as amebas, e 27,5 mil espécies eucariotas como as algas pardas, também foram incluídas na contagem projetada.
"A humanidade se comprometeu a salvar espécies em risco de extinção, mas até agora não tínhamos uma ideia real de quantas seriam", disse o co-autor do estudo, Boris Worm, da Universidade de Dalhousie. A Lista Vermelha, publicada pela União Internacional para a Conservação da Natureza acompanha 59.508 espécies, das quais 19.625 são consideradas ameaçadas de extinção.
Os leões são o único grupo de felinos com comportamento social
Os leões são o único grupo de felinos com comportamento social
Foto: AFP
A tarefa de cuidar dos filhotes fica a cargo da leoa
Foto: AFP
Porém, o pai tem muita paciência com relação às brincadeiras dos filhotes
Foto: Getty Images
Somente quando sua família é ameaçada que o "paizão" dá as caras
Foto: Getty Images
O cavalo-marinho pode não ser um pai zeloso, mas isso não o exclui da lista de melhores pais da natureza
Foto: AFP
O macho possui uma característica atípica: dar à luz
Foto: AFP
A fêmea deposita os ovos na bolsa incubadora, presente no ventre do pai
Foto: Getty Images
Os ovos são fertilizados internamente pelo macho
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O pai carrega os ovos até eles eclodirem
Foto: Getty Images
O macho da espécie de coruja Bubo virginianus é um pai trabalhador e presente
Foto: AFP
A mãe fica no ninho cuidando dos filhotes e o pai provê comida e proteção
Foto: AFP
Em muitos casos na natureza observa-se a permanência da fêmea por longo período na toca, cuidando das crias
Foto: AFP
No período em que a fêmea fica no ninho, o macho provém a comida e cuida da mãe
Foto: AFP
Os machos de Ema não são fieis, tendo um harém de mais de 15 fêmeas, que também não são fieis. Porém, não podem ser julgados como péssimos pais. O macho constrói o ninho e convida as fêmeas de seu harém para depositar de 25 a 50 ovos
Foto: AFP
Depois de depositar os ovos, as fêmeas saem em busca de novos parceiros e a tarefa de incubação fica a cargo do pai. Durante seis meses, o macho come pouco e raramente deixa o ninho. A criação também fica inteiramente por sua conta
Foto: AFP
O Flamingo se mantém monogâmico por toda sua vida
Foto: AFP
O macho deste animal mostra que quem manda é a fêmea
Foto: AFP
É a fêmea que escolhe o local para o ninho e é o macho quem constrói
Foto: AFP
Ambos se revezam na incubação do ovo e na defesa do ninho
Foto: AFP
A criação do filhote também é compartilhada entre o casal
Foto: AFP
O diferencial dos primatas (como os gorilas, babuínos e chimpanzés) é a criação compartilhada
Foto: AFP
O primata possui muitas múltiplas tarefas, como a educação da prole e aprendizado por observação das ações dos pais
Foto: Getty Images
É comum observar os chimpanzés ensinando suas crias da utilização de ferramentas para obtenção do alimento
Foto: Getty Images
Os machos de pinguim-imperador assumem o papel de mãe logo após a fêmea colocar o ovo
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Enquanto a fêmea vai para o mar se alimentar, os machos mantêm o ovo aquecido
Foto: Getty Images
De pé, os pais protegem e balançam o ovo. Neste período, que dura cerca de 2 meses, o macho não se alimenta
Foto: Getty Images
E o papel de mãe do pinguim-imperador macho continua após o filhote nascer. Quem amamenta a cria é o macho, dando-lhe leite de uma glândula em seu esôfago. Ao retornar ao ninho, a mãe regurgita para o recém-nascido a comida pescada no período fora e o macho sai para seu próprio período de alimentação no mar
Foto: Getty Images
Segundo a revista National Geographic, os machos deste animal são pais atenciosos
Foto: AFP
Os pais brincam bastante com suas crias e levam alimento para toda a família
Foto: Getty Images
Após 3 meses de vida, os filhotes precisam encontrar sua própria comida
Foto: Getty Images
Entretanto, o pai não deixa seus filhos passarem fome e esconde comida nas proximidades para ajudar no ensino de farejar uma refeição
Foto: Getty Images
É um caso raro na natureza, pois, na maior parte das espécies, o macho acaba por abandonar a parceira em busca de novas oportunidades de acasalamento
Foto: Getty Images
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