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Pesquisa

Testosterona ajudaria a emagrecer, mas pode causar câncer

9 mai 2012 - 14h39
(atualizado às 15h04)
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Homens mais velhos com níveis baixos de testosterona podem perder peso tomando suplementos de hormônio masculino, indica um estudo publicado nesta quarta-feira. Injeções de testosterona aplicadas ao longo de cinco anos em um grupo de teste formado por 115 homens incicialmente com 61 anos, com produção insuficiente de testosterona, permitiram uma perda média de 16 kg, afirma o estudo apresentado durante o Congresso Europeu de Obesidade em Lyon, França.

Em média, a circunferência abdominal caiu de 107 para 98 cm. "Aumentar a testosterona para níveis normais reduziu o peso corporal, a circunferência abdominal e a pressão sanguínea, além de melhorar os perfis metabólicos", ressaltou um comunicado sobre a pesquisa, chefiada por Farid Saad, da gigante farmacêutica alemã Bayer Pharma.

As melhorias foram progressivas ao longo dos cinco anos de realização do estudo. "Níveis de testosterona aumentados melhoram a energia e a motivação para se fazer exercícios físicos e movimentos em geral; a testosterona também aumenta a massa corporal magra, dando mais energia aos pacientes", destacou o comunicado.

Ao comentar o estudo, Sanjay Kinra, especialista em obesidade e pesquisador da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, pediu cautela. "É bem possível que um medicamento que melhora o humor de pessoas de meia idade ao longo de um período de tempo provavelmente as torne mais ativas e as ajude a perder um pouco de peso, mas a testosterona é uma droga séria e traz sérios efeitos para a saúde", afirmou à AFP.

A testosterona, hormônio esteróide secretado pelos testículos do homem e, em menor quantidade, pelos ovários da mulher, afeta o desenvolvimento cerebral e o comportamento sexual, e tem sido vinculado por alguns pesquisadores ao câncer de próstata e a doenças cardíacas.

Kinra explicou haver "centenas de coisas lá fora" que poderiam fazer as pessoas perderem peso em curto prazo, mas apenas uma mudança no estilo de vida asseguraria que se mantenham magras. "Como tratamento em massa para a obesidade, ela (a testosterona) não é significativa porque não se trocaria o risco de desenvolver câncer de próstata ou doença cardíaca por um pouco de perda de peso, que não será duradoura de qualquer forma, e só se manterá no período em que se estiver tomando testosterona", acrescentou.

A menina Chelsea morreu de neuroblastoma, câncer raro que ocorre na glândula supra-renal. Como não há tratamento no Reino Unido e o custo médicos nos Estados Unidos chegam a R$ 1,4 milhão, a mãe da jovem, Emma Knighton, decidiu criar uma fundação para levantar fundos para crianças com a doença. Leia mais
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Foto: BBC Brasil
AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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