Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ciência

Publicidade

Solta em uma ilha remota para virar comida para náufragos, população de porcos evolui e vira tesouro para a ciência moderna

Os descendentes daqueles animais estão sendo aproveitados no campo do xenotransplante

17 set 2026 - 17h07
(atualizado em 18/9/2026 às 14h40)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Introduzidos a partir de 1807 nas remotas ilhas Auckland para alimentar náufragos, porcos sobreviveram por quase dois séculos isolados de humanos e predadores. Enfrentando frio extremo e escassez de comida, a população se adaptou a condições severas, servindo de sustento a sobreviventes no século 19. Resgatados 192 anos depois, esses animais evoluíram de forma única, transformando-se em um valioso objeto de estudo para a ciência moderna.
Porcos
Porcos
Foto: cdorobek, eyrezer, L. Mead & T. Nicklin / Xataka

Em 1807, o capitão Abraham Bristow deixou porcos em um dos lugares mais remotos do planeta, as ilhas Auckland, com uma finalidade extremamente prática: que um futuro náufrago pudesse comê-los. Houve novas introduções durante o século 19 e os animais ficaram depois praticamente isolados, submetidos durante gerações ao frio, ao vento e à escassez de alimento. Quando, 192 anos depois, uma equipe viajou até lá para salvar alguns exemplares, encontrou algo muito diferente.

As ilhas Auckland ficam a cerca de 560 quilômetros ao sul da Nova Zelândia, cercadas por mares violentos e submetidas a frio, chuva e ventos fortes. No início do século 19, elas também eram uma armadilha perigosa para os navios que atravessavam aquelas águas, por isso Bristow voltou para lá em 1807, um ano depois de descobri-las, e soltou porcos no local para fornecer alimento a quem pudesse ficar preso ali.

Não foi uma ideia completamente inútil: quando o General Grant naufragou em 1866, seus sobreviventes permaneceram 18 meses no arquipélago e os porcos estiveram entre os recursos que ajudaram a mantê-los vivos.

Um experimento que deu errado

A soltura de 1807 foi apenas o começo: houve novas introduções, entre elas uma em 1842 e outra na década de 1890. Depois, sem a ajuda de humanos, mas também sem nenhum predador, a população teve que sobreviver procurando raízes, larvas sob as pedras, vegetação e até restos de animais levados até a costa.

O isolamento e as condições extremamente rigorosas fizeram com que ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Os submarinos-robô gigantes da China ganharam companhia; um navio incomum vai engoli-los, quatro de cada vez, para levá-los ao oceano

Descoberta histórica na ciência: cientistas identificam a primeira nova espécie de felino em 100 anos escondida na natureza

Você dorme com alguma luz ligada? Estudo revela que dormir na escuridão completa pode alterar a estrutura do coração e cientistas recomendam mudança simples para proteger a saúde

Sua vida aos 70 anos depende de algo que você faz aos 40 e a maioria ignora: estudo com 106 mil pessoas revela o hábito alimentar que aumenta em 84% a saúde no futuro

Temos urânio de sobra no planeta; o problema é que transformá-lo em combustível nuclear pode levar décadas

Xataka
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra