Stephen Hawking: única chance do ser humano será deixar a Terra
9 ago2010 - 13h32
(atualizado às 13h34)
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O astrofísico Stephen Hawking afirma que, ao menos que a raça humana colonize o espaço nos próximos dois séculos, vai desaparecer para sempre. Em entrevista ao site Big Think, o cientista diz que a única chance de sobrevivência do ser humano é sair da Terra e habitar novos planetas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
Astrônomo amador conseguiu tirar fotografias da Terra a partir da estratosfera
Foto: Reprodução
"Eu vejo um grande perigo para a raça humana. Houve vezes no passado em que a sobrevivência (do ser humano) foi incerta. A crise dos mísseis de Cuba em 1963 foi uma delas", disse Hawking. "É provável que a frequência dessas ocasiões aumente no futuro. Precisamos de muito cuidado e discernimento para negociar tudo isso com sucesso". Apesar do aviso, Hawking se diz otimista com a possibilidade de colonizarmos novos mundos.
No início deste ano, o cientista havia dito que o ser humano deveria evitar contato com formas de vida alienígenas, já que não temos certeza se elas seriam amigáveis. Desta vez, o astrofísico afirma que o próprio modo de vida da humanidade pode fazê-la desaparecer.
"Nossa população e o uso de recursos finitos do planeta Terra estão crescendo exponencialmente, assim como nossa capacidade técnica para mudar o ambiente para o bem e para o mal", diz Hawking. "Contudo, nosso código genético carrega instintos egoístas e agressivos que foram vantagens necessárias para a sobrevivência no passado. Será difícil evitar o desastre nos próximos 100 anos, ainda mais nos próximos mil ou 1 milhão".
Hawking já havia falado sobre a possibilidade de ser criada uma espaçonave capaz de viajar para o futuro. Ou seja, o equipamento utilizaria a viagem no tempo (apenas para o futuro) para atravessar grandes distâncias. Segundo a previsão de Hawking, a nave levaria seis anos para atingir sua capacidade máxima - 98% da velocidade da luz -, enquanto que um dia nela seria equivalente a um ano na Terra. Assim, após 80 anos, ela seria capaz de chegar aos limites de nossa galáxia.
Astrônomo amador conseguiu tirar fotografias da Terra a partir da estratosfera
Foto: Reprodução
Colin Rich utilizou uma câmera que custou cerca de R$ 80 para registrar as imagens
Foto: Reprodução
O americano utilizou um balão, um invólucro e um paraquedas, além da câmera
Foto: Reprodução
Apesar do amadorismo, o resultado foram imagens que parecem tiradas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), ou de algum milionário satélite lançado por uma superpotência
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No total, o projeto teria custado cerca de R$ 1,3 mil
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A câmera foi comprada no site de leilões eBay
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A altitude é cerca de quatro vezes maior que a capacidade de um avião comercial
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A câmera digital tem 5 anos de uso
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A caixa que continha o equipamento foi fechada com fita adesiva
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Câmera também gravou vídeos
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Segundo o americano, a 15 mil m de altitude, eles perderam contato visual com o aparato
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Como o nome sugere, o projeto Pacific Star 2 foi a segunda empreitada do americano ao espaço
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O Pacific Star 2 foi lançado quatro meses após o planejamento começar
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Segundo o Daily Mail, Rich se inspirou no fotógrafo britânico Robert Harrison, que conseguiu tirar fotos da estratosfera em 2008
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O Pacific Star 1 foi bem menos longe que o "irmão" mais novo
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Segundo o americano, o lançamento ocorreu no dia 5 de junho
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"Nós lançamos (o Pacific Star 2) de Oxnard, na Califórnia", disse o astrônomo amador à reportagem
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"Nós trouxemos nosso tanque de hélio e inflamos o balão meteorológico de látex (...) e, no final da tarde, nós lançamos", disse o americano
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Rich ainda brinca com o projeto
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"Foi muito amador, mas é claro que isso é metade da diversão", diz
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O balão foi lançado na Califórnia
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Em baixa altitude, a câmera já registrou imagens do Estado americano
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"O invólucro de Styrofoam protegeu a câmera do frio e permitiu que ela gravasse vídeos e tirasse fotos com o timer que eu tinha programado", afirma o americano
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O balão levou cerca de uma hora e meia para chegar à estratosfera
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Ao chegar ao seu destino, o tamanho do balão aumentou cerca de sete vezes por causa da pressão interna
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"Ele então estourou e o paraquedas entrou em funcionamento", diz Rich
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Após o pouso, ele foi buscar o equipamento e checar os registros
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O invólucro pousou a cerca de 32 km do local do lançamento
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Segundo a reportagem, o voo do Pacific Star 2 levou cerca de duas horas e meia
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Rich não precisou do orçamento bilionário da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ou da japonesa (Jaxa), mas conseguiu registrar suas imagens com muita criatividade e um pouco de esforço
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Pacific Star 2 registra imagens de área rural no Estado americano da Califórnia
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Rich não precisou de muitos equipamentos para realizar o feito
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local para o lançamento é preparado
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A câmera utilizada era uma simples e barata digital
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O balão é preparado para ser lançado
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O astrônomo amador utilizou gás hélio
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Os últimos preparativos são feitos
Foto: Reprodução
Segundo o americano, após o Pacific Star, ele começou a pensar no segundo projeto - nas configurações da câmera, umidade interna, tipo de sistema de energia, tipo de câmera utilizado, onde lançar, como encontrar o aparato depois de lançado, como abrir o paraquedas e coisas do tipo