Mark Zuckerberg vetou a remoção dos "filtros que embelezam", diz processo
Dono da Meta vetou proposta de 2019 que desativava os chamados “filtros de beleza” do Instagram, contrariando executivos da empresa
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, teria vetado a remoção de filtros nos aplicativos Instagram e Facebook mesmo após o apelo de diversas autoridades para melhorar o bem-estar de adolescentes nas redes sociais, segundo processo em andamento contra a Meta nos Estados Unidos.
Conforme publicado na CNN norte-americana, as comunicações recém-reveladas no processo – movido originalmente no estado de Massachusetts no mês passado em um tribunal estadual – supostamente mostram como Zuckerberg ignorou altos executivos.
Dentre eles, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, e o presidente de Assuntos Globais, Nick Clegg, que pediram a Zuckerberg que somasse esforços para proteger os mais de 30 milhões de adolescentes que usam o Instagram nos Estados Unidos.
O processo destaca a influência de Zuckerberg sobre as decisões da Meta, e também esclarece as tensões que surgiram ocasionalmente entre o dono da empresa e outros funcionários que pressionaram para melhorar o bem-estar dos usuários.
De acordo com o processo, Zuckerberg vetou uma proposta de 2019 que desativava os chamados “filtros de beleza” do Instagram.
A tecnologia altera digitalmente a aparência do usuário na tela e pode prejudicar a saúde mental dos adolescentes ao promover expectativas irrealistas de imagem corporal.
Depois de aguardar meses sobre a proposta, Zuckerberg escreveu aos seus representantes em abril de 2020 afirmando que havia “demanda” pelos filtros e que ele não viu “nenhum dado” sugerindo que os filtros eram prejudiciais, conforme a denúncia.
Apesar da conclusão de Zuckerberg, a proposta para remoção destes filtros teve amplo apoio, afirma o processo, da chefe de política do Instagram, Karina Newton; do chefe do Facebook, Fidji Simo, e da vice-presidente de design de produto da Meta, Margaret Gould Stewart.