Por que as pessoas cancelam marcas nas redes sociais? Estudo traz pistas
O anonimato nas redes sociais, a pressão dos colegas de profissão e o desejo de justiça podem resultar nos cancelamentos de empresas
A cultura do cancelamento é um fenômeno que tomou as redes sociais de assalto nos últimos anos. Trata-se de uma parcela do público "cancelar", isto é, renegar uma pessoa ou empresa por conta de algum posicionamento público equivocado. Mas quais seriam os motivos por trás disso?
Três pesquisadoras da Universidade de Nicósia (Chipre) publicaram um estudo no periódico científico International Journal of Technology Enhanced Learning investigando o cancelamento de marcas.
O fator mais comum que leva algúem a aderir a esse movimento é quando o conteúdo publicitário em questão contradiz as crenças pessoais do consumidor.
A postura ética de uma marca costuma ser a catalisadora de movimentos de cancelamento. Afinal, ela em algum momento deve se posicionar sobre temas delicados como padrões de beleza, igualdade de gênero, políticas ambientais e preocupações com a saúde. Como nunca é possível agradar a todos, segmentos do público mais sensíveis a esses campos poderá se manifestar contrariamente.
Como efeito, o anonimato proporcionado pelas plataformas de redes sociais, a pressão dos colegas de profissão e o desejo de justiça podem motivar as pessoas a cancelar essas empresas.
Mas pode haver um movimento inverso a isso também. "Quando o público percebe comentários de ódio sobre uma marca por razões insignificantes, isso pode instigar o apoio à marca", diz o resumo do artigo.
Para chegar à conclusão, o trio de cientistas obteve 20 entrevistas em profundidade com profissionais de comunicação e marketing.
De acordo com notícia do site Phys, a pesquisa ressalta a necessidade de as empresas serem eficazes ao responder ao cancelamento. Geralmente isso é solucionado com um pedido sincero de desculpas e ações planejadas para evitar futuros erros em situações semelhantes.