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Rede social de Donald Trump é rejeitada pela loja do Android

A plataforma foi acusada de descumprir o requisito de moderação de conteúdo, exigido pelo Google para evitar o uso da rede por conspiradores e mentirosos

31 ago 2022 - 14h48
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A Truth Social, rede social criada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, teve o pedido de cadastro rejeitado pela Google Play Store. A loja oficial do Android alegou que o aplicativo tem "moderação insuficiente de conteúdo", uma das regras estabelecidas nas políticas do Google para apps de social media.

Foto: Alveni Lisboa/Canaltech / Canaltech

A plataforma teria sido notificada sobre as violações das políticas da comunidade e só poderá ser liberada na loja se cumprir o requisito, segundo informou o site Axios. "Ter sistemas eficazes para moderar conteúdo do usuário é uma condição dos nossos termos de serviço para qualquer aplicativo ir ao ar no Google Play", ressaltou a notificação.

A rede social de Donald Trump teve o pedido de ingresso na Google Play Store rejeitado (Imagem: Reprodução/Truth Social)
A rede social de Donald Trump teve o pedido de ingresso na Google Play Store rejeitado (Imagem: Reprodução/Truth Social)
Foto: Canaltech

A Truth foi criada justamente para retirar as amarras impostas pelas redes sociais tradicionais de moderação de conteúdo. Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat e TikTok possuem regras bastante rígidas quanto às fotos e vídeos publicados. No caso da Truth, o problema seria a enorme quantidade de conteúdo violento, com questões relacionadas a ameaças físicas e incitação à desordem.

Aparentemente, a rede só costuma banir conteúdos criminosos da plataforma. Outros temas recebem apenas rótulos de "conteúdo sensível", mas ficam livres para quem quiser acessar.

Outra questão que teria deposto contra o programa seria a elevada quantidade de materiais associados às fake news e desinformação. Teorias conspiratórias, movimento antivacinas, críticas infundadas a políticos rivais de Trump e outros assuntos similares estão presentes por lá.

Truth e a "busca pela verdade"

O Google reforçou sua política de combate a notícias falsas e conteúdos violentos desde a invasão ao Capitólio, ocorrida em janeiro de 2021, após a derrota nas urnas de Donald Trump. Desde o fatídico episódio, que teria sido organizado pelas redes sociais, as empresas de mídia têm se mostrado duras a eventos violentos ou informações sem embasamento.

Trump lançou a Truth, em fevereiro de 2022, como uma resposta ao seu banimento do Twitter. Assim como ele, vários outros seguidores também foram punidos e acabaram migrando para plataformas mais liberais.

Há casos de denúncias envolvendo até apoiadores do QAnon, responsáveis por propagar ideias sobre um grupo internacional secreto formado por pedófilos, satanistas e canibais que conduziriam uma estratégia global de tráfico sexual infantil, responsável por conspirar contra políticos de extrema-direita.

A Truth teria promovido contas de seguidores da teoria, além de concedido selo de verificação para 47 outros perfis conspiratórios — todos com mais de 10 mil seguidores. A maioria desses perfis ressaltados já haviam sido banidos de outras redes antes, justamente por espalhar os boatos sem apresentar comprovação.

Fonte: Axios  

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