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Oshima volta às telas com filme sobre samurai homossexual



Nagisa Oshima dirigindo "Gohatto"

Um dos mais famosos e polêmicos cineastas japoneses, Nagisa Oshima, volta às telas depois de 13 anos de silêncio com um novo filme que tem tudo para desencadear uma onda de polêmica. Trata-se de um filme de época, Gohatto (Proibido), no qual Oshima insere a questão do homossexualismo no mundo dos samurais, protótipos da virilidade japonesa.

Na segunda-feira, na estréia mundial do filme, Oshima, 67 anos, disse que a visão revisionista que o levou a incluir o homossexualismo num filme sobre um bando de samurais não lhe parece descabida. "Os samurais retratados no filme eram um grupo de homens dedicados ao trabalho de matar", disse o diretor. "Acho que nessa situação de extrema intensidade, a existência do amor, homossexual ou outro, entre os membros do grupo é inteiramente natural."


Cena do filme com o cineasta e ator Takeshi Kitano (ao fundo)

Gohatto é protagonizado por Beat Takeshi, que, ao lado de David Bowie, estrelou "Merry Christmas, Mr. Lawrence" (1983), filme de Oshima sobre prisioneiros de guerra britânicos num campo japonês. Depois desse filme, Beat Takeshi se consolidou como um dos maiores talentos do cinema e da TV japoneses e ganhou fama internacional como diretor, trabalhando sob o nome de Takeshi Kitano.

"Gohatto" é ambientado em 1865 na antiga capital do Japão, Kyoto, num momento em que as forças leais ao xógum (governador militar) e ao sistema feudal combatiam os grupos que queriam abrir o país para o mundo exterior. Um jovem espadachim de grande talento ingressa no grupo de samurais Shinsen-gumi e desperta a paixão de alguns de seus membros mais elevados.
Filmes polêmicos constituem a marca registrada de Oshima, há 40 anos um dos maiores cineastas do Japão.(Reuters)

 


Veja cenas do filme

 

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