DJ brasileira Rebeka Episcopo é presa por comandar rede de prostituição
Investigada por exploração sexual, empresária também é suspeita de crimes fiscais e financeiros
As informações são da colunista Fábia Oliveira do Metrópoles, a DJ brasileira Rebeka Episcopo, conhecida artisticamente como Beka, foi detida na última terça-feira (2) pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal.
A artista e empresária é suspeita de comandar uma rede de prostituição de luxo que aliciava mulheres brasileiras para atuarem em estabelecimentos voltados para um público de alta renda no país europeu.
A operação policial também resultou na prisão de outras quatro pessoas, incluindo um ex-policial que estava afastado há anos de suas funções. De acordo com o jornal português Público, as investigações apontam que o esquema pode ter ramificações no Brasil.
Durante a investigação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. As autoridades encontraram uma grande quantidade de dinheiro em espécie e diversos itens que reforçam as suspeitas contra o grupo. Entre os materiais confiscados estão:
- 107 mil euros (aproximadamente R$ 642 mil) em dinheiro vivo;
- Uma arma de fogo calibre 22, com dois carregadores;
- Duas espingardas calibre 12 e 32 munições;
- Nove embalagens de gás de pimenta;
- 17 telefones celulares, oito computadores e três tablets;
- 18 dispositivos de armazenamento portátil;
- Um sistema de videovigilância e um dispositivo de comunicação via rádio;
- Cinco terminais de pagamento eletrônico e dois cheques de 5 mil euros cada (cerca de R$ 30 mil).
As evidências recolhidas indicam que, além da exploração sexual, o grupo também estaria envolvido em crimes financeiros, incluindo sonegação fiscal e irregularidades relacionadas ao sistema previdenciário português.
Quem é Rebeka Episcopo?
Figura conhecida no circuito eletrônico europeu, Rebeka Episcopo, ou simplesmente Beka, conquistou notoriedade como DJ e empresária. Além de sua carreira musical, ela é proprietária de duas unidades do Nuru Spa, estabelecimentos voltados para um público seleto e localizados em Lisboa e Cascais. A suspeita é que esses espaços tenham sido utilizados como fachada para a rede de prostituição investigada.
Com mais de 68 mil seguidores no Instagram, Rebeka costumava compartilhar sua rotina na música e seus empreendimentos, cultivando uma imagem de empresária de sucesso no exterior.
A polícia segue apurando se há conexões da rede com outros países, incluindo o Brasil. A prisão da DJ gerou repercussão tanto em Portugal quanto na comunidade brasileira, levantando questionamentos sobre o alcance da operação e o desdobramento do caso na Justiça portuguesa.