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Produção de Pedro Almodóvar abre portas, mas "Relatos Selvagens" vale por si

19 dez 2014 - 17h32
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O nome de Pedro Almodóvar "abre muitas portas no cinema, mas o filme argentino 'Relatos selvagens', vale por si mesmo e por isso tem chances reais", disse o irmão do cineasta espanhol, Agustín, sobre a participação do diretor como produtor do filme argentino que é um dos nove pré-selecionados ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

A Academia de Hollywood anunciou hoje que "Relatos Selvagens", "Libertador", da Venezuela, o polonês "Ida" - recente ganhador dos Prêmios de Cinema Europeus, e filmes de Estônia, Geórgia, Mauritânia, Holanda, Rússia e Suécia são os finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

"Pedro é muito respeitado. Tem uma trajetória muito longa e muito íntegra também, porque teve muitas oportunidades de trabalhar em inglês. Seu nome serve para abrir muitas portas e chamar a atenção, mas depois o filme tem que atender aos requisitos e acho que está os cumprindo o tempo todo", assinalou Agustín Almodóvar, co-fundador, junto com seu irmão, da produtora "El Deseo".

"Relatos selvagens" já ganhou nos Estados Unidos o National Board Review, "um prêmio que sempre pode nos fazer pensar que pode estar na 'short list'" do Oscar.

"Relatos selvagens" é uma história em seis partes dirigida pelo argentino Damián Szifrón, "é um filme muito especial, que foi muito difícil no começo, tanto na produção como na venda, porque era muito arriscado, de um humor muito radical".

"Mas foi crescendo, e tem um caráter de contágio além da cultura em espanhol. Na Argentina foi um sucesso histórico, mas a prova de fogo é atravessar a barreira da língua e entrar no mundo anglo-saxão. Ele está começando a dar passos muito promissórios nesse mundo, nessa cultura e nessa indústria".

"Vamos por partes. Temos um grande aliado que é a Sony Pictures Classics - a distribuidora-. Não deve cantar vitória antes do tempo, porque há muito para caminhar, mas este é um passo, levando em conta que havia 80 e tantos filmes, 20 a mais do que normalmente".

De seus rivais ele só conhece "Ida", tão "maravilhoso" que Pedro Almodóvar o pôs em sua lista como "o primeiro", "Force majeure" (Suécia) e "Leviathan" (Rússia).

"Está difícil, mas gosto muito de estar nessa companhia. No final não vamos contra ninguém: estamos todos no mesmo barco", acrescentou.

EFE   
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