Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

"Não tenho mais aquela forma de Apolo", diz ator sobre posar nu

20 jun 2010 - 10h45
Compartilhar
MYLENA HONORATO
Rio de Janeiro

Humberto Martins vive o médico Ricardo de Escrito nas Estrelas, novela das seis que vem batendo altos índices de audiência abordando o espiritismo. Ele diz que é a favor da inseminação artificial com sêmen de um morto, como na trama. Pai de três filhos, o ator, de 49 anos, já posou nu duas vezes, mas hoje deixa a missão para os colegas mais jovens.

Ricardo, seu personagem em Escrito nas Estrelas, recorre ao método de fertilização in vitro para gerar um neto com o sêmen de seu filho, já morto. É a favor disso?

Durante três dias, fui a uma clínica de reprodução e pude aprender mais sobre esse método. Sei que não tem uma lei própria no Brasil. Mas sou favorável, sim. A decisão é de cada um que tenha na mão todos os recursos necessários. Torço para que, até o fim da trama, o neto de Ricardo esteja vivo, dando alegrias a ele.

Assim como o Ramiro, de Caminho das Índias (2009), Ricardo é pai e sofre com questões ligadas ao filho. Interpretar esse tipo de papel afeta sua relação com seus filhos (Thamires, 21 anos, Humberto Filho, 13, e Nicolle, 3)?

Ramiro nem ligava para a família. Se eu fosse ele, levaria o Tarso (Bruno Gagliasso) para jogar tênis, se distrair. Já o Ricardo é o oposto. Aprendo com ele sobre a vida e acho que somos parecidos. Sempre fui um pai presente desde que meus filhos nasceram. Lavei bumbum, dei mamadeira. Você cria uma criança para a vida. Uma vez me deu vontade de brigar com uma mulher que estava espancando o filho na rua. A gente quer fazer alguma coisa, mas não pode se meter, né?

Seu personagem vai se envolver com Viviane, interpretada por Nathália Dill. Acredita nesse relacionamento?

O romance vai acontecendo conforme o tempo cronológico da trama vai permitindo. As diferenças entre os dois são gritantes, em relação à idade, jeito de ser, classe social. Mas esse amor é do plano de outras vidas. Ele sonha muito com Viviane e sonhos, segundo o espiritismo, são premonições.

É espírita?

Tenho muita fé em Deus. Me criei na doutrina católica, mas fui levado ao centro espírita Frei Luiz pelo ator Carlos Vereza e gostei muito. Hoje, compreendo mais as relações humanas graças ao espiritismo, que, para mim, é um fato e não uma doutrina de dogmas. É muito legal acreditar que nossa vida não acaba só aqui. Fica vago, vazio, crer que essa é uma passagem carnal, que se interrompe quando a gente morre.

Depois de várias novelas de Carlos Lombardi, como Uga Uga (2000) e Kubanacan (2003), seus papéis na TV mudaram. Você não aparece mais sem camisa, por exemplo. Foi uma exigência sua?

Ficar sem camisa é estilo do Lombardi. Nessa época, houve um ¿boom¿ das academias de ginástica e eu estava disponível naquele momento. Acho até que abandonei um pouco a academia e comecei a me cuidar sozinho no esporte por ter malhado tanto para esses personagens. Não fiz exigência nenhuma, mas agora estou com 49 anos. Não faz nem sentido me colocarem sem camisa. Teriam que fazer isso com o Eriberto Leão, o Danton Mello, esses outros atores mais jovens.

Mas você cuida do corpo até hoje, não?

Sempre levei uma vida saudável. Quando estou na novela, não dá para jogar golfe, que é um esporte mais demorado, mas dá para surfar. Quando o mar está muito calmo, fico remando em cima da prancha. Ela, aliás, está sempre no meu carro. Não posso ficar sem exercício físico.

Você já posou nu duas vezes. Faria de novo?

Não tenho mais idade para isso. Também não seria interessante, já que não tenho mais aquela forma de Apolo, dos meus 30 anos. Mas não me arrependo. No meu primeiro ensaio, existia uma evidência muito grande do corpo feminino. Houve um convite de uma revista e achei que estaria abrindo um mercado para outros atores. Não me atrapalhou a carreira em nada. Além disso, as fotos foram em um veleiro que eu tive durante 14 anos. Eu realmente tirava a roupa e nadava nu no mar. Foi um ensaio que teve a ver comigo.

E o segundo?

Fiz um nu frontal caracterizado de índio, porque é assim que eles vivem. Foi com o propósito de comemorar os 500 anos do Brasil.

Como é o Humberto Martins torcedor em época de Copa do Mundo?

Já fui fanático. Mas a gente vai amadurecendo e pensando em coisas mais importantes que dizem respeito a nós, a nossa família. Eu fazia parte da torcida do Botafogo de Mesquita, a Mesquifogo. Naquela época, ninguém dava garrafada em ninguém. Mas nunca fui de pintar a cara. Sou botafoguense. Se fosse tricolor, ficaria cheio de pó de arroz na cara (risos).

Teremos eleições em breve. É ligado à política?

É um assunto que me desagrada muito. Nossos governantes administram sempre muito mal. É deprimente. Eles constroem coisas completamente desnecessárias, como a Cidade da Música, sem falar em outras que vemos todos os dias nos jornais.

Humberto Martins interpreta o sofrido Ricardo de 'Escrito nas Estrelas'
Humberto Martins interpreta o sofrido Ricardo de 'Escrito nas Estrelas'
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: O Dia
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra