Confira entrevistaConversar com uma das bandas pop mais "procuradas" da atualidade tem suas especificidades. Com o Jota Quest, que participa pela quarta vez do Pop Rock Brasil, é assim: difícil de se falar, difícil de se pegar em um momento de espontaneidade. Em um papo por telefone, com o grupo em pleno carro à caminho de mais um ponto de parada em sua extensa turnê do disco Oxigênio, Rogério Flausino desabafou seu descontentamento com a imprensa, que disse "patrulhar culturalmente" o grupo. "Essa ciumeira é foda", dispara. A irritação se explica: apesar do sucesso e engajamento em causas ecológicas, não faltam críticas às letras e a uma suposta falta de apelo político e cultural "chique" dos cinco jovens mineiros.
EUA e shows com orquestra
Independente disso, o Jota Quest volta de shows nos Estados Unidos e segue com a série de apresentações do Pão Music, em que dividem o palco com uma orquestra. "Foi uma das coisas mais emocionantes que já fizemos", diz Rogério, citando detalhes sobre como é tocar com cordas, metais e vários músicos no palco. Da viagem ao exterior, brinca que os novaiorquinos foram muito impacientes com os "micos de inglês" da banda. "Saímos para a 'night', em bares de black music, e fizemos uma entrevista para a rádio mais antiga de Nova York, que fica em uma Igreja maravilhosa", explica o cantor, que comprou um novo violão Ovation e programas para computador na viagem.
Oficialmente, o grupo mineiro está em fase de pré-produção de seu novo disco, já que a turnê de Oxigênio termina em dezembro. "No Jota trabalhamos muito em duplas: o Paulinho e o PJ, o Paulinho e eu. Às vezes rola uma tripla", brinca, revelando o método de trabalho da banda e lembrando ainda que usufruem de total liberdade da gravadora. Antes de partirem para o quarto CD, ainda vão editar um novo videolipe, da música Desses Tantos Modos, com imagens feitas durante a viagem à terra do Tio Sam. O Jota Quest se apresenta neste domingo, dia 12, no Pop Rock, e promete convidados surpresa para o show.