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De olho no futuro, atores investem em negócios próprios

23 nov 2009 - 16h54
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Fábia Oliveira

Aplicar as economias em seus próprios negócios. Este é um hábito que ganha força entre os profissionais da televisão brasileira. Quem é contratado por obra tenta fugir da instabilidade recorrente da carreira televisiva, enquanto aqueles que têm contrato longo com alguma emissora aproveitam para investir o dinheiro que está "sobrando na conta" e garantir uma gorda aposentadoria.

Uma das empreendedoras da vez é Guilhermina Guinle, a Amarilys de Caras & Bocas, que inaugura em dezembro uma franquia da marca Yogoberry no Shopping Leblon, na Zona Sul do Rio. O sorvete, feito à base de iogurte, está conquistando espaço por ser menos calórico do que o normal. O estabelecimento é a realização de um antigo sonho da atriz: o de ter seu próprio negócio. Para fazer bonito à frente da marca, ela passa por um longo processo de treinamento. "Eu nunca tinha entrado nesse lado empresarial, mas sempre quis ter alguma coisa minha, fora da profissão", afirma a atriz.

O gênero alimentício também atraiu Nívea Maria. Desde 2003, ela é sócia do restaurante Dois em Cena, no Shopping Rio Sul, na Zona Sul carioca. "Sempre quis investir meu dinheiro em algo fora da arte. André Nunes, meu sócio, me propôs um restaurante. Eu não entendia nada do assunto, mas resolvi topar", rememora Nívea, que está de férias desde que terminou de gravar Caminho das Índias, na pele da indiana Kochi.

Nívea já tinha atuado como empresária em 1971, quando as emissoras paulistas entraram em crise e a atriz decidiu se mudar para o Rio, onde abriu uma casa lotérica. Mas o negócio durou apenas um ano já que, em 1972, Nívea conseguiu um papel na novela O Primeiro Amor, na Globo.

Assim como suas colegas de profissão, o ator Marcos Palmeira, que interpreta o Gustavo de Cama de Gato, também exercita sua veia empresarial e escolheu o ramo de alimentos para trabalhar. Só que como produtor rural. Ele tem uma fazenda chamada Vale das Palmeiras, localizada na Rodovia Teresópolis-Friburgo, no Rio de Janeiro, onde produz 36 produtos orgânicos, entre frutas, legumes e verduras.

"Consumindo esses alimentos, você não só esta fazendo bem para a sua saúde como também ajudando na preservação do planeta", defende o ator, que vende sua produção para supermercados e restaurantes do eixo Rio-São Paulo.

Mas nem todo mundo enveredou pelo lado gastronômico. Juliana Paes, por exemplo, apostou na moda. Em parceria com a Leader, ela lançou a grife Vida by Juliana Paes. A atriz não só assina, como participa de todo o processo de produção da coleção: "Acho que toda mulher gosta de mostrar o seu próprio estilo. Recebo os modelos de peças, depois as estampas e, por último, os desenhos. Já cheguei a desenhar peças e ser modelo de prova, principalmente de jeans", conta.

Outra que também fugiu da cozinha foi Bruna Di Tullio, que está escalada para Ribeirão do Tempo, próxima novela da Record prevista para estrear em fevereiro, entrou de sócia na Maxi Office, que fica em Alphaville, São Paulo. A empresa é especializada em terceirização de serviços em prédios comerciais, como auxiliares de limpeza, entrega de café, fotocópia, impressão e digitalização, sala de reunião, motoboy, entre outros. "A Maxi tem uma diversificação de atividades que me atraiu, mas minha carreira de atriz e meu contrato na Record estão em primeiro lugar", avisa.

Só que virar empresário não é tão simples e pode ser até prejudicial à carreira de ator. Thierry Figueira, o Dinho de Bela, A Feia, da Record, que o diga. Ele resolveu abrir uma agência de marketing promocional para fugir dos altos e baixos da profissão de artista e acabou se afastando da TV durante um bom tempo. "Abri a Zerotrês com outros sócios em 2003, mas deixei minha profissão de lado nos últimos cinco anos. Foi um erro da minha parte", admite.

Dupla jornada

Ele está no caminho inverso. Enquanto os atores procuram abrir seu próprio negócio para garantir o futuro, o engenheiro Edmilson Barros vai deixar de lado um emprego público para se dedicar à carreira de ator. A partir do dia 11 de janeiro, ele incorpora o enfermeiro Lindomar em Tempos Modernos, novela que substitui Caras & Bocas, na Globo.

O ator, que trabalha na Petrobras, não conseguiu resistir ao convite feito pelo diretor José Luiz Villamarim e, durante oito meses, vai acumular as funções. "Pela minha escala, tenho 21 dias de folga a cada14 trabalhados na plataforma. Não tirei os meus descansos e tenho um saldo grande de folgas acumuladas. Quando precisar, vou poder me ausentar da empresa", justifica Edmilson, de 45 anos.

No folhetim, Lindomar trabalha numa clínica obstetrícia e é louco por mulheres. Só que, para manter o emprego e não causar ciúme nos maridos das pacientes, ele finge ser gay. "Meu personagem tem um tom de comédia e é muito divertido fazer. Já gravei cinco cenas", avisa.

O rosto de Edmilson não é estranho ao grande público. Seu último trabalho na TV foi o Adailton em A Favorita. Na trama de João Emanuel Carneiro, ele fazia o capanga do Dodi, de Murilo Benício, e Flora, interpretada por Patrícia Pillar. "Sempre faço participações. Tempos Modernos vai ser a primeira novela que ficarei do início ao fim", comemora.

Instantâneas
# A família do ator Erik Marmo é dona da pizzaria7 Grill em Niterói, na região metropolitana do Rio. Antes de ser contratado pela Globo, o ator dava expediente como uma espécie de gerente no local.

# Família Gagliasso é o nome da pizzaria que pertence à família do ator Bruno Gagliasso. Localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, o estabelecimento trabalha com forno à lenha.

# Alexandre Slavieiro, o Tadeu de Caras & Bocas, é sócio de um restaurante japonês no Rio.

Guilhermina Guinle aproveitou a noite dessa terça-feira (6)
Guilhermina Guinle aproveitou a noite dessa terça-feira (6)
Foto: Alex Palarea / AgNews
Fonte: TV Press
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