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"Foi um acordo do grupo", diz Emílio sobre ida do 'Pânico' à Band

1 abr 2012 - 16h31
(atualizado às 16h56)
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MÁRCIO MAIO

Todo programa que sobrevive a várias temporadas precisa de renovação. Mas Emílio Surita admite que não imaginava que o Pânico na TV! fosse chegar a mudar de emissora depois de oito anos de Rede TV! e em um acerto tão rápido. De acordo com o apresentador do novo Pânico na Band, que estreia neste domingo (1º) de abril, às 21h, tudo foi conversado e firmado em cerca de 24 horas. O que significa que, ao contrário do que se especulou, essa mudança não foi negociada com outras redes nesse início de ano. "Foi um acordo do grupo. E não houve leilão. Foi uma circunstância, um momento em que a gente tinha de tomar uma decisão e ela saiu", resume. Na Band, por enquanto, as novidades ficam por conta de novas panicats e de uma verba de produção maior. Um pedido feito pelo grupo que foi prontamente atendido pela emissora. "Agora, podemos viajar mais, pensar em mais pautas internacionais", valoriza.

O Pânico na TV! abriu espaço para uma nova geração de humoristas. Na sua opinião, o que o programa representa no atual panorama do humor?

Emílio - Acho que não existe um pioneirismo. Tudo é uma questão de referência. Eu, por exemplo, acho muito bom o Casseta & Planeta. Eles são espetaculares, é um grupo que tem décadas de existência. É complicado manter uma galera unida por tanto tempo. Eles são talentosos e estão na emissora líder, a que tem a maior visibilidade. Muita coisa a gente lembra de ter visto eles fazendo. Aí você guarda aquilo e usa, de alguma forma, essa referência no seu trabalho. É assim que funciona. A gente mudou o humor? Não, não mudamos nada! Daqui a pouco vai surgir um novo grupo que assistiu ao Pânico e ao CQC e vai criar algo novo. O humor está em fase de renovação.

O que tem facilitado essa renovação?

Emílio - Acho que o espaço aumentou. Isso porque cresceu também a publicidade em cima dos programas de humor. É aquilo: se traz dinheiro, vamos fazer. E agora a gente tem uma geração que vem da internet para a televisão e que está aprendendo o jeito de trabalhar na tevê. Porque isso é muito complicado, você só aprende estando lá. Mesmo o cara que trabalha em canal a cabo sabe que é outra coisa. E a molecada que vem da rede está cheia de ideias novas e vai se adaptar.

Atualmente, fala-se muito em estabelecer limites no humor. Como você vê essa discussão?

O problema é que antes, quando o cara fazia humor na internet, seu trabalho não tinha esse alcance que a tevê aberta dá. Então, a repercussão logicamente é outra. Mas essa galera vai aprender porque são só nomes bons, todos bem talentosos. E não é questão de ter rédeas, humor é humor.

O Pânico nunca reclamou da infraestrutura da Rede TV!, mas pediu à Band mais verba de produção. O que isso muda no programa?

Emílio - Na Rede TV!, sempre tivemos condições boas de trabalho. Foi uma emissora legal para nós. Mas agora a gente pode viajar mais, fazer matérias internacionais com uma frequência maior. Podemos explorar coisas engraçadas do mundo inteiro. Isso foi uma coisa que todo mundo do grupo pediu e que foi conseguido na Band. Acho importante para o programa depois de tantos anos no ar.

Hoje, é recorrente a discussão sobre a importância da classe C para a tevê aberta. Esse discurso favorece o Pânico de alguma forma?

Emílio - Na minha visão, não acho que a gente se beneficie nisso. Até porque não fazemos essa diferenciação social. Eu penso é nos moleques, quero ter é esse público da molecada que gosta do programa e que nos dá duas horas e meia de audiência todo domingo. A gente é meio "turma do fundão".

Foto: TV Press
Fonte: Terra
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