Ney Latorraca: De 'Vamp' a 'O Mistério de Irma Vap' e Barbosa; relembre os principais papéis do ator
Ator morreu nesta quinta, 26, aos 80 anos; relembre sua trajetória na TV, teatro e cinema
O ator Ney Latorraca, que morreu nesta quinta-feira, 26, aos 80 anos, marcou a teledramaturgia brasileira com papéis cômicos e vilanescos nas novelas Vamp e O Beijo do Vampiro, além do velhinho Barbosa, da TV Pirata. No teatro e no cinema, o artista protagonizou o sucesso de bilheteria O Mistério de Irma Vap, no palco, e Irma Vap - O Retorno, na telona.
Em 2017, o ator reprisou o papel de Vlad no musical Vamp, reunindo-se com Cláudia Ohana.
Em 2002, Ney viveu outra criatura da noite na novela O Beijo do Vampiro. Ele era o conde Nosferatu e contracenava com o duque Bóris de Tarcísio Meira.
Entre 2000 e 2001, ele esteve no ar em O Cravo e a Rosa.
A última novela de Latorraca na Globo foi Novo Mundo, de 2017. Ele interpretou Sir Millann, pai de Anna (Isabelle Drummond).
Humor e seriados na telinha
Também na Globo, Ney Latorraca fez parte do elenco do humorístico TV Pirata, grande sucesso dos anos 1980. Seu personagem mais marcante foi o velhinho Barbosa. "Era um velho tarado, de cabeça branca, com um pouco de bico", o ator relatou ao site Memória Globo.
"Mas eu comecei a aumentar o bico, tanto que, meses depois, só dava Barbosa e todo mundo imitava. Foi um baita sucesso. Até hoje me pedem na rua para fazer o Barbosa", contou.
Ney também esteve em seriados de sucesso da Globo, como Malu Mulher (1979), O Bem-Amado (1980), A Grande Família (2011) e Cine Holliúdy (2019). Este último seriado, aliás, foi seu último papel na TV - Ney reapareceu como o vampiro Vlad.
Sucessos no teatro e no cinema
Ney estreou no teatro em 1965, em Reportagem de Um Tempo Mau. Depois, ele integrou o elenco dos musicais Hair (1970) e Jesus Cristo Superstar (1972). Em 1983, participou de uma montagem de Shakespeare, O Rei Lear (1983).
Foi em 1986 que estreou seu maior sucesso no palco: O Mistério de Irma Vap. A peça era uma produção de Marília Pêra em que Ney contracenava com Marco Nanini. Irma Vap ficou em cartaz durante 11 anos em São Paulo e resultou na adaptação Irma Vap: O Retorno (2006) no cinema.
A trama era adaptada do texto em inglês de Charles Ludlam e satirizava diferentes gêneros. "Vendo esse hospício, Marília Pera, que é minha madrinha, pensou em montar a peça com Nanini e eu vestidos de mulher e trocando de roupa. Na Broadway, a peça ficou em cartaz por oito meses. Aqui, 11 anos", contou Ney ao site Memória Globo.
Na telona, Ney integrou as adaptações de O Beijo no Asfalto (1981), Ópera do Malandro (1985) e Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995).