O público não sabe: canais de TV têm matérias prontas à espera da morte do papa
Redações se adiantam sempre que uma personalidade importante fica seriamente doente
Nas redações de jornalismo das emissoras de TV, a atenção está voltada para os boletins das principais agências de notícias, a exemplo da britânica Reuters, da norte-americana AP (Associated Express) e da italiana ANSA, sobre o papa Francisco.
Hospitalizado desde o dia 14 de fevereiro, o pontífice enfrenta seu pior momento de saúde desde que foi eleito para liderar a mais numerosa religião cristã do planeta, em março de 2013. A possibilidade da morte do líder da Igreja deixa a imprensa global em estado de alerta.
Sempre que uma personalidade importante adoece gravemente, os canais preparam matérias e programas especiais que podem ser exibidos imediatamente após o hipotético anúncio da morte. Acontece agora com Francisco.
Nesta situação, os jornalistas de TV também atualizam a agenda de fontes para acionar especialistas – como teólogos e vaticanistas – para colocá-los rapidamente no ar.
Na GloboNews, por exemplo, o eventual falecimento do papa argentino será analisado pelo comentarista Gerson Camarotti, que gravou entrevista com Francisco e escreveu livros sobre o catolicismo. Uma das obras é ‘Verdade e Mentira: Quando o Amor ao Próximo é Também Amor à Verdade’, em parceria com o cardeal Dom Odilo Scherer, bispo de São Paulo.
Os correspondentes na Europa e, especialmente, em Roma, estão de plantão permanente, prontos para iniciar a cobertura em caso de cerimônia fúnebre papal e, na sequência, o conclave para a eleição de novo papa. Entre eles, Ilze Scamparini, da Globo e GloboNews, e Sonia Blota, da Band e BandNews, enviada de Paris à capital italiana para acompanhar a internação de Francisco.
