Repórter demitida da Globo após 30 anos revela reação à notícia: “Não vou morrer”
Ana Zimmerman comenta a estranha justificativa para sua dispensa da TV e fala do marido, também jornalista, vítima de infarto
Demitida às vésperas do Natal de 2024, depois de três décadas na tela da Globo por meio da afiliada no Paraná, a RPC, Ana Zimmerman falou a respeito da situação em entrevista no Toca Podcast.
“‘O que eu fiz (de errado), o que que eu vou fazer (da vida)?’ São as duas coisas que você pensa na mesma hora”, relatou. “A explicação para mim foi que houve uma ‘dessintonia’. Agora, eu saí com a consciência super tranquila.”
A jornalista disse ter intuído que o desligamento poderia acontecer. “Não vou morrer, não vai acabar. Foi bem mais fácil de absorver já tendo pensado nisso antes.”
Ana já havia vivido o drama do desemprego em casa quando o marido, o locutor esportivo Gil Rocha, se viu demitido da TV. “Ficou um pouco abalado, um certo pânico no começo”, relembrou.
“Ele passou um tempo sem fazer nada, vivendo da aposentadoria, e eu bancando as coisas em casa, sem nenhum demérito. Se dedicou muito aos filhos e passou a adorar a função de pai.”
No meio da pandemia, Gil aceitou o convite para trabalhar na rádio CBN de Curitiba. “Ele adorou, se realizou, foi muito bom”, conta Ana.
Em junho de 2023, o apresentador morreu em consequência de procedimento cirúrgico após um infarto. Tinha 63 anos e deixou três filhos – os dois mais novos do casamento com Zimmerman.
Assimilada a demissão, Ana aproveitou o clima festivo de fim de ano para curtir a família e os amigos em um período na praia. Os ensaios do grupo folclórico polonês Junak a ajudaram a espairecer.
Recentemente, a repórter se lançou como criadora de conteúdo com o projeto ‘Lado Bom’, um olhar otimista sobre os altos e baixos da vida.
Em vídeos, ela compartilha impressões com seus seguidores de redes sociais. Diz viver uma “onda Poliana”, em referência à personagem literária famosa pela resiliência e a doçura.
Questionada sobre a maior alegria na longa carreira, Ana Zimmerman, de 51 anos, precisou segurar a emoção para não chorar.
“Sempre me deixou feliz quando fiz alguma coisa que impactasse a vida de alguém. O melhor elogio que tive vou guardar para sempre com carinho: “Ana, quando você fala, eu acredito, sei que é verdade’.”
