Argentina está se movendo com reformas e condições financeiras disciplinadas, diz FMI
Segundo diretora do fundo, PIB argentino deve reverter recessão registrada em 2024 e crescer 5% neste ano, mas resultado 'dependerá dos efeitos das tensões globais'
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, citou a Argentina como exemplo entre países que estão se adaptando aos novos fundamentos, políticas e condições econômicas globais, em sessão de perguntas e respostas no evento de abertura da Reunião de Primavera de 2025.
Georgieva defendeu que acelerar reformas econômicas, regulatórias, fiscais e comerciais para remover barreiras ao crescimento é uma atitude positiva para enfrentar os novos desafios globais.
"É o caso da Argentina, que está se movendo com reformas disciplinadas, colocando as condições financeiras na linha", disse, destacando que o PIB argentino deve reverter a recessão registrada em 2024 e crescer 5% neste ano. "Mas claro que isso dependerá dos efeitos das tensões globais", pontuou.
Na semana passada, o Conselho Executivo do FMI aprovou um programa de socorro à Argentina. O acordo, com duração de 48 meses, prevê um montante total de empréstimo de US$ 20 bilhões. De imediato, US$ 12 bilhões serão desembolsados. As demais parcelas serão pagas mediante revisões periódicas, sendo a primeira já programada para junho. Caso cumpra todos os requisitos, daqui a dois meses o governo de Javier Milei receberá cerca de US$ 2 bilhões.
Antes do anúncio do FMI, o governo Milei divulgou que vai flexibilizar as regras cambiais do país, um dos pré-requisitos para que o empréstimo estivesse garantido. A cotação do dólar oficial vai flutuar em uma banda de 1 mil a 1,4 mil pesos argentinos, cujos limites serão ampliados a um ritmo de 1% mensal.