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BR e Americanas estudam parceria em lojas de conveniência BR Mania

Pouco depois da Femsa se associar a Raízen para avançar na área, postos BR e rede varejista firmam acordo para estudos de possível união estratégica

30 ago 2019 - 17h50
(atualizado às 18h02)
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A Lojas Americanas e a BR Distribuidora assinaram acordo para estudar a viabilidade de uma parceria estratégica nas lojas de conveniência BR Mania. É a segunda movimentação do setor em menos de um mês. No início de agosto, a Femsa adquiriu participação nas lojas da Raízen e, juntas, criaram uma empresa avaliada em R$ 1,122 bilhão, que explorará as marcas Oxxo e Shell Select.

O movimento faz sentido já que, no Brasil, o segmento de conveniência ainda caminha a passos lentos. Em países como Estados Unidos, a receita dos postos vêm principalmente desse tipo de loja porque o lucro com venda de combustível é pequeno.

Inauguração de loja BR Mania: modelo de franquia poderá ser explorado na eventual parceria entre BR Distribuidora e Lojas Americanas
Inauguração de loja BR Mania: modelo de franquia poderá ser explorado na eventual parceria entre BR Distribuidora e Lojas Americanas
Foto: Márcio Veltri/Divulgação / Estadão

Para analistas, uma possível parceria entre a BR Distribuidora e as Lojas Americanas pode tanto melhorar a lucratividade da rede BR Mania quanto aumentar o número de lojas nos postos da companhia, que acaba de ser privatizada. A Lojas Americanas também pode sair ganhando. Existem hoje cerca de 6,5 mil postos da BR sem lojas de conveniência e a rede pode ainda acelerar a abertura de lojas próprias.

A BR Distribuidora opera hoje um sistema no qual os donos de postos pagam uma espécie de royalty à companhia. "Em nossa opinião, o negócio mais provável é uma parceria, com a Lojas Americanas como franqueada principal, gerenciando as cerca de 1,3 mil lojas da BR Mania e pagando royalties à BR Distribuidora, enquanto recebe royalties de franqueados (principalmente proprietários de postos de gasolina)", escreveram os analistas Thiago Duarte e Pedro Soares, do banco BTG, em relatório.

Segundo eles, "a empresa poderia melhorar a lucratividade das lojas BR Mania (que reconhecidamente têm a menor lucratividade entre seus pares) com melhores compras, além de uma penetração crescente de sua própria marca", escreveram.

Analistas do Itaú BBA, por sua vez, afirmaram que o interesse da Lojas Americanas no acordo com a BR Distribuidora não é novo, pois as empresas estão em negociações desde 2016. "Embora vejamos a parceria como um meio de crescimento para a Lojas Americanas, o impacto geral da expansão por meio do formato de loja de conveniência é relativamente pequeno", escreveram.

Segundo a BR, a definição do parceiro está sendo conduzida pela BR Partners e conta com a participação de outros potenciais candidatos.

Investimentos

Já a parceria entre Femsa e Raízen Conveniência está ganhando fôlego rapidamente. Em meados de agosto, a empresa informou que prevê a abertura de 500 novas lojas e o aporte de R$ 320 milhões em três anos, sendo R$ 160 milhões de cada sócio. "Os aportes são para que a Raízen Conveniência tenha caixa para despesas e investimentos em três anos", disse Philipe Casale, gerente executivo de Relações com Investidores da Cosan, controladora da Raízen ao lado da Shell, durante conferência de resultados à época. Segundo ele, os recursos serão destinados a lojas de conveniência tanto da marca Shell Select como as da Oxxo. / COM GUSTAVO PORTO E REUTERS

Estadão
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