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Brasil exporta 3,3 mi sacas de café em abril; Cecafé reforça alerta para 21/22

11 mai 2021 - 16h50
(atualizado às 17h59)
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As exportações totais de café do Brasil somaram 3,3 milhões de sacas de 60 kg em abril, queda de 8,5% ante mesmo mês do ano passado, disse nesta terça-feira o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que vê o resultado como positivo diante dos desafios logísticos enfrentados pelo setor.

Sacas de café para exportação em Santos (SP) 
10/12/2015
REUTERS/Paulo Whitaker
Sacas de café para exportação em Santos (SP) 10/12/2015 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

De acordo com os dados da entidade, os embarques de café verde atingiram 3,03 milhões de sacas, recuo de 7,1% na comparação anual, pressionados por uma retração de 8,3% nos envios da variedade arábica, que somaram 2,7 milhões de sacas.

O país ainda exportou 331,1 mil sacas de café robusta, alta de 8,3% ante abril de 2020.

A receita obtida com os envios da commodity no mês passado totalizou 447,2 milhões de dólares em abril, recuo de 7,4% no ano a ano, acrescentou o conselho.

"O resultado de abril foi bom, o segundo melhor nos últimos cinco anos, e evidenciou a eficiência logística dos exportadores brasileiros, que seguem honrando seus compromissos mesmo com a continuidade dos entraves logísticos gerados pela Covid-19 e pela concentração do fluxo do comércio na Ásia, que, entre outros fatores, reduz a disponibilidade de contêineres para exportação de café", disse o presidente da entidade, Nicolas Rueda.

O Cecafé destacou ainda que, apesar da queda mensal, as remessas de café do Brasil para o exterior apuraram alta de 8,6% no primeiro quadrimestre de 2021, a 14,8 milhões de sacas, beneficiadas pela safra recorde colhida em 2019/20.

Para a próxima temporada, porém, o Cecafé reforçou um sinal de alerta, uma vez que 2021/22 representa um ano de baixa no ciclo bienal do café arábica no país e a falta de chuvas em importantes áreas produtores tem exacerbado os problemas para a safra.

"O setor continua observando as condições climáticas, que já impactaram o volume a ser colhido devido ao menor nível de chuvas no último trimestre de 2020 e também em 2021", disse Rueda.

"Atualmente, mesmo sendo um período de menos precipitações em comparação a outras épocas do ano, tem chovido bem menos do que a média histórica para a região Sudeste, principal cinturão cafeeiro do Brasil, o que certamente afetará o tamanho da colheita e poderá ser refletido nas exportações", acrescentou.

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