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Demissões na Meta expõem impacto da IA no futuro do trabalho

22 fev 2025 - 06h09
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Resumo
A Meta confirmou um novo ciclo de demissões, refletindo uma tendência no setor de tecnologia, com foco na adoção de IA e mudanças no mercado de trabalho global.
Foto: Divulgação

A Meta confirmou um novo ciclo de demissões que afetará aproximadamente 3.600 colaboradores, o equivalente a 5% de sua força de trabalho global. Os desligamentos, que começaram nesta segunda-feira (10), fazem parte de uma reestruturação voltada para eficiência e para a crescente adoção da Inteligência Artificial (IA), tecnologia que vem transformando diversos setores da economia.

O movimento da controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp reflete uma tendência mais ampla no setor de tecnologia. De acordo com o "Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025", publicado pelo Fórum Econômico Mundial  em janeiro deste ano, é esperado que até 2030 aconteçam mudanças grandes no mercado de trabalho global, com a criação de aproximadamente 170 milhões de novos empregos e a eliminação de cerca de 92 milhões de postos. Diante disso, há um aumento na necessidade de aprimoramento das habilidades da força de trabalho para acompanhar essas mudanças, sugerindo que cerca de 40% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar e 63% dos empregadores já citam esse problema. 

De acordo com esse cenário, as organizações precisam equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade social. Um levantamento da Gartner prevê que, até o final de 2026, 80% das empresas terão adotado tecnologias de IA em suas operações, intensificando as mudanças no mercado de trabalho. Esse impacto já pode ser observado em empresas como Microsoft e Google, que redirecionaram investimentos para a tecnologia enquanto reduziram suas equipes em áreas mais tradicionais.

A substituição de profissionais humanos por tecnologias avançadas impõe às empresas a responsabilidade de garantir que essas mudanças sejam implementadas de maneira ética e em conformidade com a legislação vigente. “É necessário que as empresas ofereçam programas de requalificação para os colaboradores afetados e adotem práticas transparentes durante o processo de transição”, afirma Marcello Amaro, CHRO da Portão 3 (P3).

A Meta tem investido fortemente no desenvolvimento de modelos de IA para aprimorar seus produtos e serviços. Essa aposta exige a realocação de recursos e ajustes na estrutura da empresa, resultando em cortes de pessoal. A companhia também se destaca no desenvolvimento de IA generativa, competindo diretamente com gigantes como OpenAI e Google.

“Enquanto a automação e a IA continuam a evoluir, empresas de todo o mundo devem adotar uma abordagem responsável. A transição para um mercado de trabalho mais automatizado exige investimento em capacitação e adaptação, garantindo que os avanços tecnológicos tragam benefícios a longo prazo e minimizem impactos negativos no emprego e na economia global”, ressalta.

(*) Homework inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão.

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