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Dólar cai e fecha abaixo de R$5,70, com mercado à espera das tarifas de Trump

Moeda norte-americana fechou aos R$5,68, na menor cotação de fechamento desde 21 de março

1 abr 2025 - 17h11
(atualizado às 17h43)
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Moeda norte-americana fechou a terça-feira em queda no Brasil.
Moeda norte-americana fechou a terça-feira em queda no Brasil.
Foto: Reuters

O dólar fechou a terça-feira em queda no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante divisas pares do real no exterior, um dia antes de o governo dos Estados Unidos anunciar detalhes sobre as tarifas de importação recíprocas prometidas pelo presidente Donald Trump.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, aos R$5,6830 -- menor cotação de fechamento desde 21 de março, quando encerrou em R$5,6761. No ano, a divisa acumula queda de 8,03% ante o real.

Às 17h27, na B3, o dólar para abril -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,32%, aos R$5,7155.

No início do dia o dólar chegou a oscilar em alta no Brasil, mas no fim da manhã a moeda já migrava para o território negativo, com o real se alinhando a seus pares externos.

O enfraquecimento do dólar ante várias divisas estava em sintonia com a baixa firme dos rendimentos dos Treasuries, com investidores buscando a segurança dos títulos norte-americanos antes da quarta-feira -- dia em que o presidente dos EUA, Donald Trump, promete anunciar tarifas recíprocas para todos os países, e não apenas para um grupo menor de 10 a 15 países. Trump vem chamando a quarta de "Liberation Day" (Dia da Libertação).

A queda do dólar estava em sintonia com o avanço do Ibovespa e a baixa das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em um dia positivo para os ativos brasileiros.

"O Brasil segue se apropriando de um fluxo positivo do estrangeiro, que em virtude desta política, sobretudo dos EUA, do Trump, de impor tarifas, tem feito com que o investidor repense sua alocação, diminuindo exposição aos EUA, e realocando em outros países", comentou no fim da tarde Rodrigo Moliterno head de renda variável da Veedha Investimentos.

Após marcar a cotação máxima de R$5,7342 (+0,48%) às 10h07, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,6735 (-0,59%) às 13h20.

"O dia é de propensão a risco, com percepção de diferencial de juros 'gordo', porque os Estados Unidos caminham para cortar juros", comentou Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, ao justificar o recuo do dólar ante o real.

Em tese, quanto maior o diferencial de juros -- a diferença entre as taxas norte-americana e brasileira --, maior a atratividade do Brasil ao capital externo, o que pesa sobre as cotações do dólar.

No exterior a moeda norte-americana também cedia no fim da tarde ante outras divisas pares do real, como o peso mexicano, a lira turca e o peso chileno.

O DXY (índice do dólar), que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, estava em leve alta, influenciado por um lado pelo avanço do iene e por outro pela queda do euro. Às 17h23, o índice do dólar subia 0,05%, a 104,230.

Pela manhã, o Banco Central vendeu toda a oferta de 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025.

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