Script = https://s1.trrsf.com/update-1742912109/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Empresários confiam em reversão de tarifas dos EUA, mas veem risco de aço chinês 'inundar' o Brasil

Como margem para negociação, haveria a possibilidade de o Brasil importar mais gás natural liquefeito do país norte-americano, apurou o 'Estadão/Broadcast' ao ouvir executivos do setor

14 fev 2025 - 23h18
(atualizado em 15/2/2025 às 07h44)
Compartilhar
Exibir comentários

Empresários veem espaço para que o Brasil faça uma negociação capaz de convencer o presidente americano, Donald Trump, a reverter a promessa de tarifas de 25% para o aço e o alumínio. Contudo, observam com preocupação a possibilidade de a China inundar países emergentes, como o Brasil, com produtos siderúrgicos.

As importações de aço subsidiado da China nos EUA eram uma grande preocupação para o mercado americano, mas a nova medida tarifária de Trump deve reverter o cenário drasticamente, afirmou o presidente do conselho de administração da Gerdau, Guilherme Gerdau, ao Estadão/Broadcast.

Consequentemente, há possibilidade de que haja maior entrada de aço chinês no Brasil, segundo outro executivo da indústria siderúrgica. Ele afirmou que o fluxo de aço chinês no País pode se tornar "quase como um tsunami", dado o excesso de capacidade no gigante asiático.

Importações de aço subsidiado da China nos EUA são uma grande preocupação para o mercado americano
Importações de aço subsidiado da China nos EUA são uma grande preocupação para o mercado americano
Foto: Tasso Marcelo/Estadão / Estadão

Como margem para negociação, haveria a possibilidade de o Brasil começar a importar mais Gás Natural Liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, afirmou um terceiro executivo do setor siderúrgico ao Estadão/Broadcast, sob condição de anonimato.

Ele explicou que, quando há escassez hídrica, a Petrobras precisa acionar as térmicas do Nordeste, que usam grandes quantidades de GNL. Esse seria um dos assuntos a serem discutidos, uma maneira de negociar cotas com os EUA.

Ele acrescentou que a China determinou a taxação em 15% para o GNL americano, em retaliação após o governo Trump taxar a entrada de todos os produtos chineses nos EUA, então pode ser interessante para os EUA acharem um outro mercado comprador, e este poderia ser o Brasil.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se
Publicidade
Seu Terra












Publicidade