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Fiesp: Assembleia pode definir futuro de Josué Gomes

Presidente da entidade será cobrando por ser distante da entidade e não atua em favor dos pleitos de interesse do setor

16 jan 2023 - 05h10
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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza na tarde desta segunda-feira, 16, a assembleia que pode definir o futuro de Josué Gomes no comando da da entidade.

Sede da Fiesp, na Avenida Paulista.
Sede da Fiesp, na Avenida Paulista.
Foto: Julia Moraes / Divulgação / Estadão

O encontro desta segunda foi definido pelo próprio Josué em dezembro, como uma resposta a um grupo de sindicatos patronais que havia marcado uma assembleia com o objetivo de tirá-lo do cargo.

Na pauta do encontro desta segunda, Josué será cobrado, entre outros temas, por suas viagens e reuniões realizadas em Brasília, além do manifesto em favor da democracia divulgado pela Fiesp, sem o consentimento de toda a entidade. "Ele terá de convencer corações e mentes", afirmou uma fonte que deve participar da assembleia.

Parte da Fiesp enxergou no manifesto um desagravo da entidade ao governo Jair Bolsonaro (PL) - Josué é filho de José Alencar, morto em 2011, que foi vice-presidente nos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Antes da assembleia, o empresário deve almoçar com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB).

Nos últimos meses, a Fiesp enfrenta uma intensa disputa política. Josué é acusado de ser distante da entidade e dos pleitos de interesse setorial, o que deu munição para que os sindicatos considerados menores passassem a pressionar pela saída do executivo. Procurada, a entidade não quis comentar.

Josué só pode deixar a presidência da Fiesp se renunciar ou por meio de uma nova assembleia. Uma saída dele, no entanto, não é bem vista pelas entidades de grande peso no setor industrial. "Isso poderia afetar a credibilidade e toda a história da Fiesp", disse um executivo.

Troca de comando

Herdeiro da Coteminas, Josué assumiu o comando da Fiesp no ano passado e encerrou quase 18 anos de Paulo Skaf na presidência da entidade. Próximo a Bolsonaro, Skaf tem sido um dos principais críticos da atual gestão da entidade.

Josué chegou a ser chamado pelo presidente Lula para ser ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas recusou o convite, sob o argumento de que não poderia assumir o cargo como um "derrotado" na Fiesp. O empresário alegou que, se fizesse isso, pareceria um "refugiado" dentro do governo.

Os nomes mais cotados para assumir o lugar de Josué - no caso de ele deixar a entidade - são os de Rafael Cervone Netto, Dan Ioschpe e Marcelo Campos Ometto.

Josué Gomes enfrenta batalha política na Fiesp
Josué Gomes enfrenta batalha política na Fiesp
Foto: Everton Amaro/Fiesp/Divulgação / Estadão
Estadão
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