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Galípolo nega risco do Master ao sistema financeiro e diz que BC fez ótimo trabalho de supervisão

Presidente da autarquia afirma que sistema bancário do País está 'absolutamente sólido': 'Nós não temos nenhum tipo de indício ou preocupação'

29 abr 2025 - 15h04
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BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira, 29, que a instituição faz e fez um ótimo trabalho na regulamentação e supervisão bancária, ao ser questionado sobre se a autoridade monetária teria demorado a agir em relação à operação do Banco Master.

"O BC está sempre buscando melhorar, evoluir, produzir melhores resultados para a sociedade, esse é o objetivo aqui do BC. Então, claramente a gente vem em uma agenda que não vem só de hoje, ela é uma agenda de longo prazo, de aumentar a competitividade, fazer inovações", citou durante entrevista à imprensa para detalhar o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado na manhã desta terça pela autoridade monetária.

Sobre o mesmo assunto, o diretor de Fiscalização, Ailton Aquino, comentou que a regularidade das conversas do BC com associações representativas, como a Febraban e a ABBC, são naturais e democráticas.

Segundo Galípolo, BC considera que o sistema financeiro nacional está 'absolutamente sólido'
Segundo Galípolo, BC considera que o sistema financeiro nacional está 'absolutamente sólido'
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"Sempre vamos ver evoluções compatíveis, isso é normal, natural. Acerca das críticas do FGC, nós acompanhamos diuturnamente, e o diretor Renato (diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes) também pontuou que pode ter inovações. As conversas com as associações, todas também são democráticas e concretas, e todos nós temos que olhar por fora, acerca da estabilidade da sua rede de proteção", considerou, negando-se a comentar especificamente do caso do Banco Master.

O diretor ressaltou que há uma conclusão muito clara e solucionada sobre a solidez do Sistema Financeiro Nacional. "Eu continuarei fazendo uma defesa contundente, tanto da 5114 (que trata dos precatórios) como da regulamentação", defendeu.

Na mesma linha, Galípolo acrescentou que a autarquia considera que o SFN está "absolutamente sólido." "Nós não temos nenhum tipo de indício ou preocupação do ponto de vista de risco sistêmico para o sistema financeiro nacional", disse, informando que a agenda do BC não tem alterações.

Documentos

Mais cedo nesta terça, deputados do PT que se reuniram com Galípolo relataram que o Banco de Brasília (BRB) ainda não mandou toda a documentação necessária sobre a pretendida compra de parte do Banco Master para o regulador. O encontro aconteceu na sede do BC, na capital federal, aproximadamente de 9h às 10h.

"Tem toda uma documentação que eles (o BRB) precisam completar de informação para o Banco Central. Depois que essa documentação chegar aqui, dependendo da análise do Banco Central, será encaminhado ao Cade. Portanto, tem muito terreno ainda a ser percorrido", disse o deputado distrital Chico Vigilante (PT).

Além de Vigilante, também participaram do encontro a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e o deputado distrital Gabriel Magno (PT). Segundo Kokay, ainda não foi enviada uma documentação que deixe claro o escopo total da compra, como o detalhamento dos ativos que o BRB planeja adquirir. Ela ainda acrescentou que, ao que tudo indica, o processo é "temerário."

Os deputados disseram que ficaram "extremamente satisfeitos" com a reunião com Galípolo. Segundo os relatos, o presidente do BC teria garantido que a análise do processo será completamente técnica, considerando a viabilidade do negócio nos dois polos, do vendedor e do comprador. Ele não sinalizou qual será o resultado da análise.

Os parlamentares distritais ainda insistiram que o processo tem de ser aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), já que o BRB é um banco público. Inicialmente, a ideia é negociar com a presidência do Legislativo distrital e com os líderes partidários. "Nós só iremos ao Judiciário se a Câmara negar que o processo tem que passar por lá", explicou Vigilante.

Estadão
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