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Governo vai trabalhar para reduzir alíquota de 10% dos Estados Unidos sobre o Brasil, diz Alckmin

Trump anunciou pausa nas tarifas recíprocas nesta quinta-feira, mas alíquota mínima de 10%, que inclui o Brasil, permanece

9 abr 2025 - 15h43
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BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira, 9, que o governo vai trabalhar para tentar reduzir a alíquota mínima de 10% de imposto ao que o Brasil exporta aos Estados Unidos, determinada na semana passada por Donald Trump. Em entrevista à imprensa, ele voltou a falar que o caminho será pelo diálogo e pela negociação com os americanos.

Alckmin também repetiu que, embora o Brasil tenha ficado na lista de países que tiveram o menor nível de tarifa atribuída por Trump, o entendimento do governo é de que essa sobretaxa não deveria ser aplicada diante do perfil de trocas comerciais entre os dois países.

Alckmin repetiu que, embora o Brasil tenha ficado na lista de países que tiveram o menor nível de tarifa, entendimento do governo é de que essa sobretaxa não deveria ser aplicada diante do perfil de trocas comerciais entre os dois países.
Alckmin repetiu que, embora o Brasil tenha ficado na lista de países que tiveram o menor nível de tarifa, entendimento do governo é de que essa sobretaxa não deveria ser aplicada diante do perfil de trocas comerciais entre os dois países.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"EUA com o Brasil tem superávit. E dos dez produtos que eles mais exportam, oito, a alíquota é zero. Não paga imposto de importação para entrar no Brasil. E a tarifa média final de todos os produtos é 2,7%", afirmou após participar de cerimônia da Pedra Fundamental do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência (MS), no qual foi acompanhado pela ministra do Planejamento, Simone Tebet.

"Então, o caminho é o caminho do diálogo, da negociação e nós vamos trabalhar no sentido de reduzir essa alíquota que entendemos que não é boa, não é só para o Brasil, não é boa para o mundo.

O ministro também citou o caso da tributação sobre o aço, lembrando que as empresas brasileiras, taxadas em 25% - assim como outras no mundo - importam carvão siderúrgico dos Estados Unidos para produzir aqui. "Nós fazemos o semielaborado e vendemos para eles fazerem o elaborado. É uma cadeia, também vai onerá-los. Então, por isso, avançar no diálogo e na negociação", disse.

Trump anuncia pausa nas tarifas, mas alíquota mínima para o Brasil permanece

Diante do colapso do mercado global, Trump recuou abruptamente nesta quarta-feira, 9, e disse que interromperia a implementação de suas tarifas recíprocas pelos próximos 90 dias, citando novas negociações com nações estrangeiras sobre comércio.

Ao mesmo tempo, ele aumentou o imposto sobre as importações chinesas para 125%. A China havia anunciado pela manhã uma retaliação aos EUA elevando suas tarifas sobre produtos americanos para 84%.

Em uma postagem no Truth Social, Trump disse que sua tarifa mínima anterior, de 10% sobre outros países, permaneceria em vigor - como é caso do Brasil, que continua sendo taxado.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse a repórteres que Trump estava pausando suas chamadas tarifas "recíprocas" sobre a maioria dos maiores parceiros comerciais do país, mas mantendo sua tarifa de 10% sobre quase todas as importações globais

Estadão
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